Carnal

É uma fúria fatal, um desenlace carnal,
A luz mal desapareceu,
Cada batimento é um sufoco masoquista
Que me só faz ochilar mais e mais.

De olhos trancados nos teus, cada segundo
É uma eternidade que fartei de contar;
Se até as nossas sombras entrelaçam
Sem preocupação nem pudor,
Porque agimos como deuses e negamos
O que os mortais mais procuram?

Cada beijo é uma palavra;
Contemos uma história de cem anos.
Cada suor é um segundo;
Enchamos os relógios de horas.
Cada falta de ar é uma promessa;
Seremos o governo de tolos.
Cada impulso é um desejo;
Fechemos as luzes e apenas sintamos.

Matas com olhar de leoa sedenta
O meu avanço de leão faminto,
Olho as tuas linhas de arte
E faço das minhas mãos meus pincéis.

Perde-te no meu corpo e eu nos teus cabelos,
Eleva-te na minha voz e eu prendo-te em meus braços,
Dancemos esta valsa de morte e tentação,
Luxúria e paixão orquestram este concerto.

Género: