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Desespero

Sei que desapareço mas não sei para onde vou.
As lágrimas dos meus anjos caem suavemente como a neve,
a estrada não é clara, 
e não tenho mapa nem bússola.
Já não sei o que fazer...
perder tudo para a honestidade,
ou aguentar uma preciosa vida de mentiras e espelhos em que não quero participar?
Tudo ao meu redor me quer convencer que é real, 
mas o meu coração dilacera 
e o corpo rompe com o ónus da fé que também perdi...
 
- Então desaparece, se tão perdida te sentes, 
sem hipóteses de resistir...
 
(e se me cuspirem na sepultura, o pó espelhará o meu tormento desesperado)
 
- Não guardem as minhas cinzas porque o fogo aquece a minha alma quebrada
 
... finalmente o sentimento esvai-se e deixa-me apenas uma mancha amarga
e a minha alma contém o que o meu corpo nunca poderia albergar.
A mensagem da minha alma é impossível de traduzir 
e as minhas cinzas recriarão o teu novo paraíso...
Género: 

Comentários

Eternizam-se os grandes enigmas

existencialistas...

E tudo são respostas

a perder de vista.

 

Bela poética!

Saudações!

_Abilio

muito obrigada

Quando o desespero assola os meus pensamentos, procuro na minha essênsia  a cura o AMOR. Parabéns. Um abraço