Jardim do Nunca

Phil Collins - Another Day In Paradise

Jardim do Nunca

 

Estonteante Jardim do Nunca onde

eu em letargia de mim

grito cada verso que mordaça o íntimo.

 

Haverá sempre flores,

bocas, vogais que dormem e não calam,

novos símbolos a florescer em teu olhar,

ambos frágeis e cintilantes.

 

Jardim perdido em fogo,

arde sobre mim sobre ti em mim,

orvalho de cinzas em línguas de sílabas

flutuam desamparadas entre esquecer e falar.

 

Escrevo-me por paixões,

sopro em desespero vendavais internos,

leio-te por paixões e

regresso ao papel branco,

desenho-me por paixões,

traços que atam os corpos como raízes da terra,

canto-te por paixões e

convergimos para partitura melódica

Onde o Todo é Uno.

 

Jardim do Nunca,

invenção da matéria de veias inflamáveis,

onde arder é mais do que arder

é respirar e transpirar o desejo de

querer-te na essência do Jardim.

 

Gila Moreira 

Género: 

Comentários

longa vida aos jardins

das mais íntimas emoções

a descobrir, a revelar,

a inundar de sonhos a vida!!!

 

Muito bem!

Saudações!

_Abilio

Obrigada pelo teu comentário. bjs

Cara Gila, um grande momento, suavidade crescente nas palavras, bem expressivo (selo de marca dos poemas da Gila), um jardim de uma grande poetisa.

Obrigado por repartir este poema.

Cumprimentos

Obrigada pelo teu comentário. bjs