Natureza Humana... Humanidade...

 
Natureza Humana... Humanidade...

 
 
Como definir-te?
 
Definir-te como? 
 
Te Definir?
 
Arrogância minha? 
 
Pretensão? 
 
Utopia?
 
 Erro?
 
    Será...
      
Com imprescindíveis,
 
 complexos, números
 
 grandiosos?
 
Com conceitos, seguros,
 
 antigos, de sapiência?
 
 
Com profundeza, metódica,
 
 filosofal?
 
 
Com astuta e quimérica
 
 religiosidade?
 
 
Com um palácio celestial de
 
 mitologia, criativa, com
 
 heróis, deuses, santos,
 
 forças, luzes, trevas?
 
 
Com precisão científica,
 
 irrefutável e comprobatória?
 
 Corroborada e inegável?
 
 
Com um imaginar e
 
 expressar, um conceituar,
 
 artístico, sensível,
 
 harmônico, revolucionário,
 
 poético?
 
 
Com a História? 
 
O tempo assim coexistido
 
 com o acontecimento
 
 passado e sabido?
 
 
Com um processo de reflexão
 
 colaborativo e coletivo?
 
 
Com um conjunto de
 
 futurística tecnologia, 
 
capaz de aferir com toda a
 
 precisão o que a ciência
 
 deseja e almeja? 
 
 
Humanidade: todos?
 
 
Todos: Humanidade?
 
 
Os que nasceram, 
 
nascem e nascerão...
 
 
Cada ser humano, homem,
 
 mulher, criança, idoso... 
 
 
Cada mente, cada sentir,
 
 memória, cada pensar...
 
 Humanidade, a cultura, 
 
as relações entre o ser e os
 
 seres próximos, o ambiente, 
 
o divino?
 
Humanidade, humanidade...
 
 
Eu sou!
 
Vós sois!
 
Eles!
 
Todos...
 
O conjunto dos seres
 
 primatas peculiares que ao
 
 transformarem o natural
 
 transformam-se!
 
 
Transformam o já
 
 transformado pro eles,
 
 aprendem, aperfeiçoam, 
 
eis o contínuo humano
 
  transformar!
 
 
Humanidade, qual causa será
 
 maior para expressar?
 
 
As epopeias!
 
 
Os contos!
 
 
As aventuras!
 
 
Os amores!
 
 
As paixões, os prazeres...
 
 
Crimes contra ti são os
 
 mais abomináveis!
 
 
Humanidade: o sensível!
 
 
Humanidade: o saber!
 
 
Humanidade: o amar e o
 
 odiar...
 
 
Natureza Humana, somente
 
 tu mesma podes
 
 compreender-te?
 
 
O sempre querer, o anseio 
 
de saber sobre o poder de
 
 saber, o saber que é poder...
 
 
O desejar profundo, 
 
o deslumbrar do cosmo, 
 
a esperança, o sentido, 
 
a força, a vida, vida...
 
 
Pobre humano  eu sou, 
 
diante de ti nada posso...
 
Mas, nesta minha pequenez,
 
 vivo!
 
 
Estou em ti!
 
 
Sou tu, sou parte de ti!
 
 
Meu filho é o meu futuro,  
 
é o teu futuro...
 
O futuro de todos e de todas
 
 esta nos que nascem, 
 
nos que chegam,
 
 fundamentados e guiados
 
 pelos que já se foram...
 
 Milênios de construções
 
 intelectuais, ideias, crenças,
 
 guerras...
 
 
Humanidade, gerada pelos
 
 gerados por ti!
 
Homenagem para Augusto Comte, o idealizador de um novo conceito e nova visão sobre a Humanidade.

 

Género: