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REVIVER

REVIVER

Pousei os olhos naquela foto amarelecida,
sem o ansioso filtro da inocência.
O tempo derrubou as promessas de juras,
escombros de ardor, descoloridas ternuras.
O relógio da vida mirrou a flor que jaz esquecida
na carta de amor que me marcou na adolescência.

Os anos galgaram as sombras esconjuradas,
debutando algumas rugas, nas faces resignadas.

Não souberam os meus loucos dias resistir,
aquele e ao outro ninho de sedas, linho e lã.
O destino cruzou-se, no desejo de ser desejado,
entre a malicia do beijo e o querer ser beijado,
Entre o ficar e o partir…, escolhi por onde ir!
Ficando no cio despertado daquela manhã.

Fecho o baú e com ele tudo o que aconteceu,
arbítrio de um destino que o presente reviveu.

João Murty

Género: 

Comentários

Olá  caro Muty!   lindo poema  com lembranças de um passado

de juras que o tempo guardou,revivendo-as  e postas dentro de um baú

Abraço carinhoso      Nereide

Vasculhando o  baú das memórias!

Beijinho, como é bom ter sempre os amigos por perto.

João Murty

 

 

É um coração embrulhado em papel de presente.

Um poema que levanta o astral da gente.

Beijinhos

Coração de adloscente nas memórias do tempo.

Beijinho