Sem Saber

E se a dúvida fosse a única esperança?

E se saber fosse uma ilusão?

Se a certeza fosse ultrapassada

E a verdade fosse a maior mentira?

 

E se só tivesse respostas, sem perguntas?

E a ignorância fosse a suprema sabedoria?

Se o tempo fosse obsoleto

E o instante, a eternidade?

 

Faz sentido aprender?

 

É mais feliz quem não sabe;

É mais lúcido quem se vicia

E se permite pertencer ao jorro

Torrencial, multicor, desuniforme

Desse belo diário de crônicas

Que corre entre nós

Sem nunca vir a ser nada de fato.

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