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Comédia

Poemas e orações Autora Maria Carmo Borges Maria Borges

O Tio João vai buscar os ovos,

As galinhas ficam muito zangadas

Correm, correm, logo atrás dele,

Só para lhe darem muitas picadas.

Ó ti João, ó ti João, não seja mau

Não seja aldrabão

Ó ti João, ó ti João, seja bonzinho

Tenha bom coração.

Zé-da-Burra...

Por alguém de sua terra,

(Beirão de nomeada)

E que é nosso colega,

Me foi esta história contada.

 

E por tanta piada lhe achar,

Registe-se aqui “Ti’ Cabrito”,

Já que apenas vou contar,

O que por ele me foi dito.

 

Do Zé-da-Burra, a história;

Ouvi um dia contar.

E para que se guarde sua memória,

Versejando a vou narrar.

 

É esta a história do Zé da Burra,

-Seu conterrâneo afamado-

Para outros Mama-na-Burra,

Como então era chamado.

 

A CRISE VERDE

A CRISE VERDE

Encostados à janela da sala de visitas, avistamos o verde das oliveiras, das laranjeiras e da alfazema com espigas com a maturação indicativa da cor roxa.

Na televisão a decorrer o jogo para o Campeonato do Mundo de Futebol, entre as selecções da Costa Rica e a Sérvia, sem som, para não nos perturbar: o país e o mundo já estão cheios de ruídos.

Fumar no Céu de 13 Bocas de Navalha

Fumar no céu

Carlizinho levantou-se e pediu um cigarro a Joana.

- Um cigarro?! Pede um cigarro numa altura destas?

Vá, tenha maneiras…

- Mas querida… ninguém repara. Vá lá, estou tão aflito.

- Nem pensar nisso é bom. Ele pode reparar.

- Ele, sempre Ele. Que mania da perseguição a sua, Joana.

E digo-lhe mais: Ele não pode estar sempre em toda a parte com para aí se diz.

- Ai não? Então olhe, olhe. Lá está Ele a olhar para cá. Disfarce!

- Disfarçar uma gaita, estou-me nas tintas para Ele.

Juliana

Juliana

 

Pois lá em casa é o seguinte.
Quando ela pede e/ou manda eu fazer, eu faço...

Quem manda é ela, mas quando ela pede, ela pede com um jeitinho tão dela, com aqueles olhinhos brilhantes, mas tão brilhantes, que eu fico brilhante também.

E quando ela manda?
Eu vou correndo fazer, e ai de mim se não faço logo.
Ela já faz aquela carinha de choro, de quem vai chorar, com direito a bico e tudo. O nome dela é Juliana, e ela só tem dois anos.

Brincando com um tema, fazendo poema.

O problema é a risada da hiena,

Inconsequência medida na trena.

 

Trama no enredo do drama

Deitado na cama, atolado na lama!

Ilusão que engana, medo da fama.

 

Deixe estar, virou popstar

Parou de sonhar

Começou a afundar.

Sem nem pensar, perdeu-se no próprio lar.

 

É bom anotar,

Ler e decorar

A emoção

Te leva aonde deve estar!

Ih... viajei! Será que é um poema? Não sei!

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