A invenção

A invenção

 

Corpo: desleixadamente ereto

Gestos: que pareçam mais naturais e tranquilos

Assunto: sempre tentar fazer uma brincadeira, todos gostam de rir e assim vão gostar de você

Olhar: tente olhar nos olhos enquanto dá sua fala, mas desvie quando o outro fala para não perceber sua mentira

Sorriso, sempre um sorriso no rosto

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Já foram 9 textos, já foram 9 dores e 9 lutas

As primeiras eu ainda tentava ficar em pé

Quando chegou na metade eu me vi sentando

Melancolia

Melancolia

 

É muito lindo, o tilintar das folhas

É a sonoplastia nesse silêncio

Nesse vazio constante

São lindas, as nuvens e o céu

São o cenário para a queimada dos órgãos e ossos

É lindo observar os detalhes do mundo

Em meio ao caos interno, vê-se a beleza no externo

A reciprocidade não existe, ou você nunca deu o suficiente para receber de volta

Vontade nunca ficou tão afastada

Ainda é lindo o canto dos pássaros

Mas o amor corrói toda a sua alma

A natureza é sua sensibilidade

Inexistência

Inexistência

 

Quando a sua folha ultrapassa mil palavras por minuto,

Os seus olhos captam mais de trezentas realidades a mais do que é visto,

Os seus ouvidos ensurdecem com palavras mudas

O seu corpo leve, pesa mais de quinhentas toneladas

Seus músculos se retraem para o vazio

Não existe um sentir

São ossos e carniça em decomposição porque aos poucos os brilhantes olhos adormecem

O que antes era um pequeno prazer, hoje descansa com o fantasma de um sorriso passado

A simples fórmula da inexistência

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