Gótico

Gótico

 

No silêncio da noite

Noite soberana

Casta viúva passeia pelas penumbras de sua memória

sombras dançam, entre velhos e novos  o eco lamenta

Ela veste preto, um vestido longo vitoriano

Um vento gélido sussurra segredos antigos, E nas janelas quebradas, a lua se mostra cheia.

Um castelo em ruínas, erguido pelo tempo, Guardião de histórias sombrias, segredos de lamento, nas muralhas de pedra, ecoam tormentos.

CLANDESTINO

Itaperuna-RJ                   19/05/2024 
 
Até a essa distância esse amor me persegue...
Num pensamento que trago...
Nesse sentimento que carrego e do qual não consigo me soltar!
Numa paixão ao qual me entrego e deixo me levar!
Mas o que seriam algumas milhas para um sentimento que não vê distâncias,
Barreiras, limites, e que persiste mesmo sem correspondência?!
E que segue indo além...

GATUNOS DE PORTUGAL

Puta vida, puta sociedade
Somos todos fodidos nesta vida
Sem dignidade, sem respeito
Não somos nada nesta miserável vida
Tenho vontade de fazer explodir
As malditas e mais rudes palavras
Nesta gente sem sentimentos
Sem respeito da vida humana
Malditos que não respeitam ninguém
Nem os velhos ou as crianças
Pobre de quem trabalha para comer
Mas de nada serve lamentar, chorar
Quando espreita a morte, a fome

SONETO À JACQUELINE BRAZIL

Até o tempo mudou assim que te viu!
Loira, linda e elegante se aproxima...
Deusa de poder sobre nosso clima!
Hamadríade e Freya de Yggdrasil!
 
Temperatura: 'tantos graus acima"!
Calor da paixão já passa de mil!
Com a umidade até o 'gozo subiu'!
E nas nuvens, pelo ar o amor se firma!
 
Garota e meiga musa do bom tempo...
Sorri quando faz sol ou quando chove!
Ah, numa orla, biquíni e mecha ao vento...!
 

O PORTUGAL

O Portugal, os lobos são muitos
os lúcidos são poucos.
ninguém sabe o que quer,
ninguém conhece que alma tem,
tudo é incerto,nada é verdadeiro,
tudo é disperso, nada é inteiro,
nada é certo,tudo é imperfeito,
hoje és nevoeiro,tempestade,vento,
meu amigo,sem alma ,sem amor,
sem rei,nem lei,sem brilho,sem luz,
dos palácios comidos de mofo,escuros ,
vazios,vagueiam as almas,sem paz,
como os mendigos esfomeados e sujos,

PORTUGAL

Ó amada esta minha pátria
Que nela tive a sorte de ter nascido
Que me prende a alma
Que me amarra o coração
Ó nação valente, imortal
Que és roubada , maltratada
O vento lusitano de mar a mar
Que vives uma fúria sem alcançar
O céu por inquietação
Malditos os que te roubam, são tantos
Que o povo já passa tantos tormentos
Ó terra lusitana que tanto amo
Bela de norte a sul
Amaldiçoo quem te maltrata

Válvula de escape

Mundo, deixa eu ser o último Ultraman
acabar com os monstros criados
em laboratórios particulares
ou em poderosas usinas nucleares

Mundo, não me deixe olhar a vida apenas da varanda
quero lembrar também o palhaço de sorrir
alegrar a cor de cinzas sem alma
amenizar a dor de circos em chamas
onde o que vale é quem tem dinheiro em pastos alheios

Mundo, que o meu circo seja como o sol
de alegria internacional
mas charme menos drama

Pages