Caminho

Em ti procuro o sentido do que me abarca sem pudor
Sorrisos com embaraço que encontro sem fulgor,
A lua seduz-me através da última redenção do Humano
E tu abraças-me com a mesma ternura dos seres sedentos de esplendor,
A recordação daquela lua que singelamente me ofusca

Paixão

Nas asas do vento entoavam as palavras
E é amar-te assim perdidamente...
A beleza africana da minha infância
E o teu breve olhar cintilando vida,
Filhos do meu ventre com amarras de amor
E a lua brilhando no céu só para mim,
A tudo emanando com profunda paixão

bem junto

Porque será que queremos bem junto de nós aquilo que nos satisfaz?

 

Porque assim somos felizes?

Será que toda a gente o faz?

Que a luz mantenha as suas matizes!

Queremos?

Bem: sustentos, o maior assunto!

Junto,

De punho no que escrevemos!

Nós!

Aquilo que somos sós!

Que é assim que nos torna capaz!

Nos piores momentos:

Satisfaz

 

Porque a luz tem as suas matizes:

Queremos!

Momentos!

Em que somos felizes:

Sustentos?

Toda a gente o faz!

Quando Ninguém Mais Te Vê

Sentado na calçada,

Reconheço todos que passam.

Alguns nunca voltam,

Outros estão muito animados,

Muitos, nervosos ou impassíveis,

Todos me são familiares.

Nas suas costumeiras idas e vindas,

Às vezes me jogam uma moeda,

E nem percebem,

Muito menos me reconhecem.

A cidade, de novo, é pequena,

Fui embora, mas voltei,

Depois de alguns meses.

Nem minha filha — nem minha esposa

Sabe que quem está ali, à paisana,

É aquele por quem elas muito procuram.

Aliás, não procuram por mim,

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