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Eis-me aqui
 
em ti pernoito
 
na morada do teu silêncio
 
ousando errático um gracejo
 
plasmático teu
 
nos braços ávidos deportar
 
os afáveis e fecundos méritos
 
de uma eternidade sem fim
 
onde te cortejo
 
estupefacto e consolado
 
sem nada mais que o teu sorriso
 

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