Cativeiro

Cativeiro
 
De que alimento eu
minha alma,
perdida e sem
mais saber voar
sem voz na oração ousar
 
perco-me em sussurros 
à deriva do teu esboço
esguio esbelto
sempre em alvoroço
sem ter nem ser mais eu
porque me perco
em tua esquina sem remorso
 
a luz perdeu-se agora
tão fria, tão minha
tão sozinha minha amiga
como está carente

Eminência Urbana

Tu, que fumas o teu cigarro, 
E palpitas o que não sabe
Na nossa cidade de hoje em dia:
Descompaixão, descompostura e desconceito
Já são os setores da nossa agonia!
 
Tu, que caminhas e nem sabe pra onde vai
Sente na pele esse nosso desconforto. 
A desordem hoje muito te atrai
Embora tu partilhes uma vontade parcial de morto!
O inafiançável preço que tem a nossa vida.
Tu, que passas com pressa e já estás de saída...

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