Viril no Feminino

Definem-se sentimentos momentâneos em tantas e tão fortes ondulações sonoras e coloridas ….

Ao de leve vão banhando meus pés femininos em alicerces esvoaçantes implacáveis de uma infinita profundidade
tolerante……de uma

Quão escandalosa quase criminosa ternura é manifestamente escamoteada

Posturas de quem quer perpetuar um chão antigo tropeçando em ossadas que se erguem em fendas colossais… .

Terramotos de luz rompem por entre invernosas portadas em tantas contrariedades nunca legitimadas

Revelação

Insignificantes olhares de realidade exagerada…… em mil visões de coisa nenhuma preenchem momentos de cerebral vazio Em forma de um coração cheio de colorido afeto de tonalidade variada Em enormes painéis pintados com certezas de pequena estatura …surgem salpicados chuviscos de colorido acentuado…..

Meditação

Meditação
 
Feliz o homem que se emociona, 
aquele, que se encanta, medita
noite e dia
e por excelência
se renova constante inabalável
que semeia e colhe no tempo certo
as palavras e os caminhos traçados
nas vivências se encobre de mansidão
nas preces e na rectidão de uma esperança
velada no reinicio de cada capítulo ainda
por escrever...
vou meditando, aspergindo as palavras sem

Sopro de vida

Sopro de vida
 
Assim tão de repente
chegou a noite
envolta nos braços
dos teus braços, sem intervalos
nem cedências
ou soluços do teu corpo carente
apenas quis ser só teu exílio
exprimindo todo este olhar reíncidente
num sopro de vida
pelas palavras que nunca direi aqui
pois chegarei ávido a este concílio
onde somente nós e jamais outros
entrarão nesta imensa e casta
coexistência 

Resta

Resta
 
O que nos resta
sobrou na penitência do tempo
vivido,instável,demarcado
sem conivências, nem aparatos
resta, até tão pouco de nós
nas divergências dos minutos
por viver a um segundo por morrer
quando damos até mais corpulência
a este estado de emoções
Resta-nos enfim gratificar-nos
sem interferências magoadas
apenas resguardando toda
nossa inocência
ainda que desmedida

O dom da palavra

Penitência
 
Temos de conversar no silencio
aprimorarmo-nos sem reticências
ouvir suas vozes
e cheios de intento
daremos anuência
às necessidade prementes
de sentirmos todos
a mudança que se deu ao poente
tão indolente
quando calou minha eloquência
e sem proezas
no dom das palavras
porque todas são belas
ímpares, pujantes, latentes
até mesmo quando na despedida

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