Melancolia muda

Sons de envolvente melancolia em doces diálogos de claras janelas de vista chuvosa….

.Quietude de brisa húmida e calma de luz espelhada esplendorosa é vista em modo de beleza clássica e singela…..

Move-se numa dança em sombras de suave de elegância….

São mudas as ausentes meiguices tão presentes……

Carinhos de constante pontualidade atrasada correm pairando sobre nuvens de alvo branco carregado….

Tranquilas são agora as mansas tempestades de um surdo trovejar açucarado……

Aqui jaz o que um dia nós fomos

Paredes descascadas invadidas pela Noite vadia
Que se esconde e chora nos cantos da casa que outrora fora sadia.
Caíram as lascas de madeira velha e o folheado enferme,
Como lágrimas secas do Vento que suspira na colina
Sobre a casa que lá na encosta fica
E que tragicamente viu ser traçada a sua sina.
Por castigo dos Deuses ou mão dos Anjos,
Assim foi determinado o nosso Fado
Condenados à fatalidade cruel
De não poder viver o amor que nos fora prematuramente retirado.
Aqui jaz a casa que então se mantinha erguida,

Vento

Porque vais e continuas a voltar, vento?
Contigo trazes tudo,
E tudo de toda a parte,
Mas tudo é tanto,
Tudo é avassalador.
Pergunto-me quando vens,
As viagens que percorres não te pesam já na idade?
Pois eu já deixei de viajar,
As rugas caíram sobre mim como peso morto
E, por enquanto, só me restam as memórias de onde estive.
Não sei quanto tempo tenho
Até a idade começar a deturpar essas memórias
E transformá-las em visões turvas e confusas.
Vento, esse frio que é teu,
Não mo transmitas.

Pusa Suavidade

Que breve Pura Suavidade musical Tantos sonhos em saltos de elegante bailado clássico Risos cúmplices de um ser feliz sem saber Olhares de quem brinca sonha e aprende a arte da vida Raios de sol por entre vidraças geladas Gestual linguagem de beleza e misterioso charme Nosso mundo juvenil pintado Era tão colorida a melodia de encantar Doces momentos marcantes inesquecíveis Gestos dançantes tão belos de fazer levitar Em voadores tapetes percorríamos paraísos Pegadas em branca e gélida neve Bafo quente de aroma a matinal café Calma rotina em dias de novas e felizes essências Destreza de movim

Lendas e Historias de Encantar

Reflexos de coloridos tão indefinidos vêm até mim em generosas e suaves viagens vagarosas de amplitude limitada

Passadas largas de avanços à retaguarda feitos de misteriosas descobertas

Audíveis são de finas as pancadas amortecidas em mares de nuvens ondulantes e zangadas

Felicidades sentidas soltam-se ao vento amedrontadas

Instala-se uma solidão largada ao som de cascatas de água pura como quem mata a sede após léguas de secura

Tantos quereres de um não querer que se fez lei

Dificeis Emoções

São breves os momentos de longas cumplicidades de clareza esquecida

Ternura de mil afetos de estranheza manifestos vão sendo aprendidos com tamanha e profunda ligeireza

Doces olhares de estranhos rancores de um mel amargo……

Inatingiveis sentires de fácil alcance

Conversas banais de assuntos em ironia recalcados

Sentidas emoções de difícil comunicar vão saindo em modo de incrédulo diálogo facilitado

Brotando em forças de água em jato de seca fonte retirada.

Toma-se forte balanço em salto falhado

Poema Amado

Bem estar de alegre conforto cansado…… lembranças ternas …sentires de verdadeiro e musical aconchego protegido…… Silencio de terno ruído sossegado…… Mira vigilante de sonolentas armas bélicas de um perfil apaziguado……vão disparando Calorosas explosões de sorrisos em rosto sem expressão … Perde-se o alvo na rota de colisão em conflito de mil discórdias harmonizado…… Rios de profundas emoções abundantes .....em escassos caudais de delicado poder legitimado e em tronos coroado….. Olhares brilhantes de saudade espremida em suculento paladar esfomeado….

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