Para Sempre
Autor: Paulo Resende on Sunday, 31 August 2014Lembras-te daquele dia, Do passeio que demos devagar? Entre a chuva que caia, E numa carícia nascia o luar! Ainda lembro das vielas, Que os dois conhecemos, coitadas… Das janelas das vizinhas, Dos grafites nas fachadas. Não esqueci o que disseste, Quando acenavas a norte A foto que me deste O beijo roubado á sorte. De nós, saíram lágrimas do rosto, Seguimos sem demoras Enfrentamos o Agosto Em segundos, Em minutos, Em horas. Lá fora, não sabemos o que esperar Temos que aprender, temos que lutar Ninguém contou o que íamos enfrentar, Nenhum pintor, pintou este lugar!






