Luxúria

Beije meus lábios
 
Me deixe sentir esses seus tão frágeis
Esqueça meu hábito, meu álibi
De ser mal caráter, meio canalha
Apenas me deixa provar seu casto
Saber se é azedo ou amargo
Saber se é realmente casto
Diga-me que sou safado, tarado e tudo mais
Fale de tudo, de nada, mas me satisfaz

Grande Sonho

Vou estudar a gramática normativa e deixar de ser poeta
É o que me resta agora com a idade avançando
E o medo do futuro incerto (de ser poeta) me estremece
Infelizmente terei algumas contas para pagar,
Alguns filhos para alimentar
E não será com amor que o estomago deles se encherão
Que tal eu escrever um livro?

Liberdade

Liberte-se. Tal
Liberdade não
Liberta
O achar voar, incerto
Tão perto do chão, da cova
A prova da falsa vida
Liberta
Liberte-se não
Liberdade tal
Dessa liberdade incerta
Dada por tal qual iludido
De ter mente aberta
Ele diz: “querer é poder”
Seu tolo, poder é questão de ter

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