Revolução, Linha de Frente

Me diz o quanto que vale um tanto de alegria...
Se agora é tarde e essa mensagem que se seguia...
Já é um pranto de cada canto dessa agonia...
Se é verdade, eu nem sei dizer
Se for mentira, diga você...
Me diz o quanto que chora o santo na fantasia...
Na fantasia, a ilusão.
Na poesia, uma missão.
Na linha dura, corrupção.
Na voz do povo, a ligação.
Somos o manto que aquece um canto desse vulcão
Somos um manto que vem mostrando revolução...

Reis, resmas e repúblicas.

Reis e resmas, rezas reviradas no regime reverencial!...
Onde há raios de riqueza no ringue, há rivalidades!
E nas reviravoltas o revel não rendeu-se ao real!
Rumo à ruma de ruínas e rosnadas de requinte rente. 
 
Nas repúblicas a resenha é de requeimar!
No rádio, o ruído é de raciocínio rápido
Raridade é realizar o resultado! Ou repor sem replicar
E à renque de renda repartida: reflita sobre o rádio.
 
Ou a nossa récua irá resvalar! E, sem recursos

Dueto..MEUS FILHOS Moisés Cordeiro /PAI... Madalena Cordeiro

                                MEUS FILHOS

33             Eu sou analfabeto mas esperto,

                    Meus amigos me perguntam:

                             Moisés, como vai?

                       Eu respondo... Muito bem!

                            Porque eu sou pai!

 

                     Criei os meus filhos na roça,

                           Todos têm educação...

                           Não os ensinei a ler,

                        Porque nunca fiz uma lição.

 

Meu Vício!

Escrever é um vício
Aos ossos do ofício...
A estadia é tão curta!
E o luar embelezado
No matutino lusco-fusco
De um dia vivenciado...
Dane-se as opiniões!...
Escute o som do vácuo
Atenção ao lugarejo
À que foras designado!
 
Pense agora então,
Pense agora vai, então...
Seja agora! Se não
Serás memória de verão.
De verão, memórias então
Memórias então contarão!
 

Depois Que Conheci Meu Sonho...

Sei, eu era um cara influenciado.
Minha justiça era a do momento...
Andava sempre muito apressado!
Do outro lado do meu talento
 
Mas se tem uma coisa
Que por muitos é esquecida
É coisa de valor!...
Toda minha fé, nessa coisa ponho!
Eu parei de reclamar da vida
Depois que conheci meu sonho...
 
Parei de observar as pessoas da minha televisão
Naquelas cenas que pareciam mágica!

Século Vinte e Um.

Século vinte e um!
Século da informação!
Da tecnologia de ponta!
Da evolução da espécie!
Da inteligência artificial!...
Tudo se modificando
Mais depressa! Uau!!...
Século vinte e um
E o nosso jogo
Cada vez mais animal...
 
Século vinte e um!
Obrigado, economistas-Deuses!
A globalização untou mesmo os nossos comércios...
E as nações juntaram-se em blocos!

Todo Mapa Que Vivi!

Quando eu era criança
Achava que tudo no mundo
Estava na minha dança!
E esse tudo era um misto-mudo
Do meu dia-a-dia
E da minha andança!...
No meu momento
No meu assunto
Com a minha esperança...
 
Quando eu era criança
Tudo se adaptava!...
Confiante nisso eu andava
Dominando as ruas
Passo por passo eu dava!
Porque naquela época
O passo por mim falava...
 

A Poesia Quase Esquecida!

Em todo lugar existe história...
Independente do paisagismo
Haverá sempre uma poesia notória
Quase que esquecida! Solitária...
Gritando aos surdos para ser escrita!
Do lado de lá de sua glória!...
E poucos na vida lhe botam a vista.
 
A Poesia...
A corja pouco se importa que ela seja!
Faz que nem vê! O valor do cântico surgido das centelhas mentais...
Ou como a escada está bem encaixada com a mesa

Quanto Tempo Ainda Tem África?

África palco!...
A grande alma avermelhada;
Das guerras civis
Das etnias manchadas...
 
África das nossas crianças
Brincando com as armas...
Com ódio na chaga
Dos genocídios em massa.
 
África ouro!
África das ruínas...
Sem esperança
Se suga e é sugada.
Mal administrada
Reduzida a prantos e tantos
Tantos vivendo sem nada.
 
África palco!...

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