Estações da Vida
Autor: António Cardoso on Thursday, 3 July 2014Nada aquece como o sol da paixão,
Nada ilumina como o brilho do amor.
Mas tudo se apaga com o cair do primeiro nevão,
Nada aquece como o sol da paixão,
Nada ilumina como o brilho do amor.
Mas tudo se apaga com o cair do primeiro nevão,
A corrente vai nos arrastando,
Não nos leva a nenhum lugar.
O tempo, a todo o gás, vai passando,
Sinto-me a erguer,
Na esperança de te ver...
O meu coração sobressaltado,
Pelo meu mundo à natureza enlaçado...
Tenho vagamente uma certeza
De que toda esta riqueza,
Um dia regressa inconsolável
Com toda a sua beleza amável...
Todo o seu poder titânico
Controlado por alguém sádico
Cambaleia na sua garganta
Neste grito que me encanta...
Hoje, à semelhança de dias anormais,
não estou inclinado a escrever sobre o amor.
Ele inclinou-me de mais,
uma vida toda; e nem uma flor.
Hoje, inclinado, apetece-me olhar a natureza.
Verificar a quantidade de desprezo, por vezes, maldade,
e, ainda assim, admirar que continua mostrando beleza,
a já saudade Natureza.
Quão admirável?
Quão inspirante?
Pena o sentimento ser inigualável
pelo seu habitante errante.
Fragmentos de mim
Eu te amo com toda a força de minha vida.
Eu te amo muito, não sei por que, não sei até quando só sei que amo.
Não sei o que faço sozinha aqui com todos estes sentimentos,
com todos estes ecos de palavras ditas apenas pelos pensamentos.
Não sei o que faço com está saudade que nunca se acaba.
Com este silêncio que chora, que lê, vive e quer morrer.
Já acordo sepultando vontades, derramado dentro do peito coragens.
Eu te sinto tão triste, mudo, submisso. E nada sei fazer para cuidar de você.