Alice no País das Maravilhas
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Despedida
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Despedida
Vem sentar-te comigo ao entardecer
Sentir as metáforas moribundas de um peito aberto
Rasga de mim o rascunho desbotado da lágrima
...erradia de mim um verso...ébrio...
...uma melodia crepuscular...
Retira de mim toda a ternura que nunca escrevi
Bebe dos meus olhos , o sal que o mar não tem
O diluvio serenado em silêncio ...
CACHOEIRA
Autor: ALEXANDRE CAMPANHOLA on Sunday, 29 June 2014Sobre o frio dorso de pedra,
Qual da musa a pele lisa
Seu influxo quando medra
Tão veloz ele desliza,
E sua lampeira queda
Nas torrentes alguém frisa.
De colossal formosura
Ela exibe a cabeleira,
Um manto cuja ternura
É mágica e feiticeira!
Mais parece uma moldura
Da beleza derradeira.
Vem de longe, mui distante
Este sangue transparente,
Que correndo qual infante,
Rastejando qual serpente
Lança o voo delirante
E despenha decadente.
Saudade que Ali Ficou
Autor: Ana Flora de So... on Saturday, 28 June 2014
Desaba um outro dia sobre
Os tons do sol rasgados
P'lo voo das aves em sintonia.
Frustrante Silencio
Autor: Joyce Machado on Saturday, 28 June 2014Como posso chegar feliz ao emprego?
Sonho a noite toda que te tenho
à meses que a noite não me dá sossego.
Às vezes no silêncio da noite...
Autor: Clerton on Saturday, 28 June 2014A madrugada corre lá fora,
E eu só penso nela...
O mundo corre atrás de uma bola,
A bola rola pelo mundo afora,
O mundo afora é mais sensato que eu,
E eu só penso nela...
As questões de vida e morte não são tão distantes,
São tangentes,
Latentes.
Latente como o meu pensamento,
Que só pensa nela...
E a madrugada, a minha amada e o silêncio,
Se misturam, Se agrupam, Se confundem
E, a única coisa que faço é pensar nela...
Pensar... Ser racional... Ser... Pensar nela...
Saudade de ser
Autor: Rui Correia on Friday, 27 June 2014Eu tentei chorar
porque não consigo controlar o tempo;
um ambicioso pesar
que me provoca este desalento.
Quero estar e ser
quem me custa não ser e estar
por não mais que nascer
longe de quem me faz chorar.
Ás portas do céu
Autor: carlos gaspar on Friday, 27 June 2014Às portas do céu
Agora que morri...
E que choraste ...deixa-me ir...
e esquece o dia em que me encontraste
e agarraste a minha mão, calejada pela vida
a minha alma já não é alma...é apenas um suspiro
é apenas um sussurro, dito num silêncio absoluto
um silencio como quando dormes ...agora sem mim
E agora que cheguei ás portas do céu
Não encontrei nenhum rosto, dos que toda a vida recordei
São apenas desconhecidos, que inventei para não estar sozinho
Será?
Autor: Kira on Friday, 27 June 2014Será que somos reais ou seremos apenas reais imaginários?
Irracionais ou irreais planetários, implementados por um destino, esse já traçado?
