Sentir
Autor: Fabio R. Villela on Wednesday, 14 May 2014Não deixes, moça da praia,
que a falta da palavra rimada
cale o teu sentir,
pois mais que rima
a poesia é confissão.
Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2014.
Não deixes, moça da praia,
que a falta da palavra rimada
cale o teu sentir,
pois mais que rima
a poesia é confissão.
Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2014.
"Muitas palavras que ouvi, aguentei-as e chorei.
De pessoas boas me aproximei, das más me ausentei.
Com lágrimas tão seguras, o controlo perdi.
De tão alto ser o coração, caí.
Hoje estou profundamente triste,
tristeza esta que está a dar cabo de mim,
estou a morrer aos poucos,
e não percebo porque tem de ser assim!
Sinto-me inútil, fraca,
sem vontade para nada,
só quero desistir de tudo
e morrer descansada!
A vida é tão injusta,
tão cheia de problemas...
Estou farta de tudo,
já não tenho forças para mais...
Quanto mais me esforço,
menos vale a pena!
A minha vida não faz sentido,
pois estar longe de quem quero,
só me deixa o coração partido.
Eu, no mundo, sinto-me como se estivesse numa sala escura, rodeada de pessoas que estão tão atarefadas e revoltadas com a sua própria vida que, contam umas às outras o que as preocupa. Mas eu, estou num canto isolado, no qual dou um grito, mas estou sem voz; corro, corro, corro, mas simplesmente não saio do sítio, sinto-me a sufocar!!! A minha existência é inútil, estou num mundo à parte, mundo este que me faz sentir amais, fútil, desprezada, abandonada, ... é como se a minha existência se resumisse a sofrer e fazer sofrer os outros!
Tudo começou por uma atracção,
fraqueza, deslize, beijos, abraços…
que nos deixou numa verdadeira confusão.
Depois disto, sentíamo-nos um pouco estranhos
quando juntos estávamos, mas,
depois mentalizamo-nos que sabíamos lidar com a situação.
Surgiram convites para tomar café, sair, …
E fomo-nos encontrando, até que depois,
As coisas se tornaram mais sérias…
Os encontros tornaram-se mais frequentes e,
de certa forma, assíduos.
Quando juntos estávamos o tempo voava…
Tinha de ser tudo correr,
Não deixes, moça da praia,
que a falta da palavra rimada
cale o teu sentir,
pois mais que uma rima
a poesia é confissão.
Num mundo distante,
há todo o tipo de animais:
uns domésticos, outros selvagens,
mas todos existem.
Mas existe um, que é exclusivo,
mas não tem amigos,
pois é o único da sua espécie.
Por isso, embora rodeado de animais,
sente-se afastado, posto de parte.
É como se o mundo tivesse sido injusto,
pois não lhe permitiu ter uma vida normal.
Alguns disponibilizam-se para o ajudar,
mas ele, por vezes, simplesmente os afasta.
Não é por mal, mas não sabe como reagir.
Não se sente compreendido,
Sinais eternos
Sempre lado a lado, formando um par !
Bicam-se como jovens a beijar !
Ele, orgulhoso no seu emproar,
Vai-a seduzindo , p'ra acasalar !
A pombinha branca age ignorando.
No chão do jardim, vai-se alimentando.
Ele, firmemente, a vai volteando
Até obter o que está cobiçando!...
Jardim de pombos e flores enfeitado !
De casais, que o amor vão libertando !
Alegria pura se vai soltando !...
Passarão gerações neste relvado
A poesia tem o seu lugar,
O seu caminho diante de todo olhar.
A poesia tem opinião,
A razão de vida do seu coração.
De viver intensamente,
Com a mente e a alma presente.
A poesia tem a sua conquista,
De quem nunca te perde de vista.
A poesia tem a sua verdade,
Numa fundamental amizade.
A poesia manda eu te dizer,
Que o melhor da vida esta no saber.