Descrédito
Autor: Hugo Da Fonseca... on Wednesday, 14 May 2014Um dia vais sentir-me
E a sentir sentirás
Pelo que deveras não soubeste ver.
Eu a querer, tu, sem querer,
Ocultas-te que também,
E ficamos sem nós.
Não porque sim,
Acaba mas ainda dá,
Um dia vais sentir-me
E a sentir sentirás
Pelo que deveras não soubeste ver.
Eu a querer, tu, sem querer,
Ocultas-te que também,
E ficamos sem nós.
Não porque sim,
Acaba mas ainda dá,
Futuro Bárbaro
Tento olhar para o futuro com os olhos de esperança, mas receio que não há esperança. É sombria a visão de futuro desta civilização. Os humanos continuam bárbaros. 10 mil anos atrás eram do mesmo jeito, bárbaros, mas não usavam armas letais. 10 mil anos à frente? As armas agora são nucleares, e ainda são bárbaros.
Charles Silva
Não deixes, moça da praia,
que a falta da palavra rimada
cale o teu sentir,
pois mais que rima
a poesia é confissão.
Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2014.
"Muitas palavras que ouvi, aguentei-as e chorei.
De pessoas boas me aproximei, das más me ausentei.
Com lágrimas tão seguras, o controlo perdi.
De tão alto ser o coração, caí.
Hoje estou profundamente triste,
tristeza esta que está a dar cabo de mim,
estou a morrer aos poucos,
e não percebo porque tem de ser assim!
Sinto-me inútil, fraca,
sem vontade para nada,
só quero desistir de tudo
e morrer descansada!
A vida é tão injusta,
tão cheia de problemas...
Estou farta de tudo,
já não tenho forças para mais...
Quanto mais me esforço,
menos vale a pena!
A minha vida não faz sentido,
pois estar longe de quem quero,
só me deixa o coração partido.
Eu, no mundo, sinto-me como se estivesse numa sala escura, rodeada de pessoas que estão tão atarefadas e revoltadas com a sua própria vida que, contam umas às outras o que as preocupa. Mas eu, estou num canto isolado, no qual dou um grito, mas estou sem voz; corro, corro, corro, mas simplesmente não saio do sítio, sinto-me a sufocar!!! A minha existência é inútil, estou num mundo à parte, mundo este que me faz sentir amais, fútil, desprezada, abandonada, ... é como se a minha existência se resumisse a sofrer e fazer sofrer os outros!
Tudo começou por uma atracção,
fraqueza, deslize, beijos, abraços…
que nos deixou numa verdadeira confusão.
Depois disto, sentíamo-nos um pouco estranhos
quando juntos estávamos, mas,
depois mentalizamo-nos que sabíamos lidar com a situação.
Surgiram convites para tomar café, sair, …
E fomo-nos encontrando, até que depois,
As coisas se tornaram mais sérias…
Os encontros tornaram-se mais frequentes e,
de certa forma, assíduos.
Quando juntos estávamos o tempo voava…
Tinha de ser tudo correr,
Não deixes, moça da praia,
que a falta da palavra rimada
cale o teu sentir,
pois mais que uma rima
a poesia é confissão.