Tormentas

Tormentas

Clonei-me de ciclones e vagas oceânicas
e a minha alma foi navio sem comandante
nas tormentas de um temporal sem fim…

Depois veio o tempo da jusante,
e tudo ficou desfeito em espuma
e os meus densos medos dessa bruma
são ermos fantasmas que rasgo de mim.

(Rui Tojeira)

Quando me lançaste do teu peito

O amor que nos envolveu foi mais intenso
que as profundezas das luas infinitas,
divagando pelos tempos que se elevaram acima do deslumbramento.
Estrelas douradas enlaçavam-nos em encantos febris.
Quando me lançaste do teu peito,
sonhava que morria, tanta dor descia ao meu espirito num aperto azul profundo,
tão mortífero como uma espada afiada.
Quando me lançaste do teu peito,
numa brisa agradável a tua lembrança foi rasgada .
Assola-me agora a tristeza do céu-aberto,
onde a luz se passeia em mim como um quadro lapidado

OLHOS BRILHANTES

OLHOS BRILHANTES EU VEJO,

SEGUIR- ME A NOITE NA ESCURIDÃO.

SINTO O MEDO INVADIR MINHA MENTE.

SUAR MINHAS MÃOS.

ESCUTO O PALPITAR DO MEU CORAÇÃO.

 

MINHAS PERNAS RECUSAM-SE A IR.

MEUS PÉS DE TEIMOSOS!

ESTÃO PREGADOS NO CHÃO.

 

OLHOS BRILHANTES ESTÁ PERTO!

O LUGAR É DESERTO.

MESMO ASSIM O MEU SER ,

RECUSA-SE A FUGIR.

 

ENTÃO QUANDO CHEGA ATÉ A MIM

EU DESATO A SORRIR.

ESTE MEU SER TÃO COVARDE.

Pages