Monologo d'Outubro

A MEU IRMÃO AUGUSTO

    Outomno, meu Outomno, ah! não te vás embora!
    Ás minhas, eu comparo as tuas extranhezas.
    Ah! nos teus dias não ha Julhos nem aurora,
    E só crepusculos... Crepusculos são tristezas!

    E tu que já passaste o Outomno só commigo
    Não pensas ao cahir de tantas agonias
    Nas minhas, que tu sabes, ó meu melhor amigo?
    Cahi, folhas, cahi! tombae melancholias!

ANTIQUE

 

Gracioso filho de Pan! Em volta de tua fronte coroada de florzinhas e bagas

teus olhos, gemas preciosas, se movem. Manchada de fezes cinzas, a cova das

faces. Tuas presas reluzem. Teu peitinho parece uma cítara, sininhos circulam

no bronze dos teus braços. Teu coração bate nesse ventre onde dorme o duplo

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