Leque

Leque
( Mauro Fera Da Poesia )

Só para ampliar o leque
Para o que se vê e percebe
Essa tal de mindset (mãe de sete)
Que ocupa lugar comum na internet

Nada mais é que a mentalidade
Que ao mudar traz saúde e prosperidade
Ou seja com toda clareza e verdade
É o que você é na mente em qualidade

Por isso digo que tudo vai melhorar
Ao abrir mão do velho pensar
Que nenhum benefício chegou a trazer

O terrível pirata Alma Negra

O terrível pirata Alma Negra
(Mauro Fera Da Poesia)

Pelos 7 mares ele navegou
Aliás 6 porque um ele matou
Tem quem já até infartou
Por ouvir tal nome de tanto terror.

É comum muitos terem medo
Pois ele tingiu o mar vermelho
Com o sangue de suas vítimas,
Cuidado você aí que duvida.

Todo aquele que um dia o mar tocou
Sabe que seu nome é sinônimo de terror
E não tem lugar no planeta

Onde sua maldade não chegou,
Há quem sinta o sangue gelar nas veias,
Sim, falo dele o terrível pirata Alma Negra.

Fuga em Fernando Assis Pacheco - Amor nunca é trabalho leve

Os trabalhos de amor são os mais leves,
Por serem leves e adoráveis
É que se revelam os mais árduos deveres.

Os trabalhos de amor são os mais leves,
Foi graças a esta calúnia de um conselho
Que o infeliz amante tropeçou no seu ofício.

Os trabalhos de amor são os mais leves,
Pois quem assim pensa não sabe amar,
E o que o sabe parte para herdar uma eternidade.

O limite da dor

O limite da dor
(Mauro Fera Da Poesia)

Só para lembrar
Que cada um sabe
Onde o calo se põe apertar,
Ao dono da dor a sua dor se cabe.

Só para não esquecer
Cada um sabe onde dói o sofrer
E embora muitos se ponham a falar
Só na dor se sabe o limite a aguentar.

Só para testemunhar
O que vivo e repito em falar
Que cada um sabe o dom de viver,

Mas eu repito esse meu blablablá
Para que (quem sabe?) atinja seu Ser
No poder infinito que existe em você.

feradapoesia.blogspot.com

A bala é mais cara

Passo dado
Qual é a forma da não contaminação ácida?
O sabor da distorção
Apertou o caminho
Pés e mentes não passam
Sozinhos

Jardins e flores
Existem no caminho
Num portal sem janelas
Ou extermínios
Fragrância e perfumes
Não estarão anônimos
Serão aromatizantes
Aos pedidos importantes
De amor e paz!

Poesia

A poesia é artesanato;

Pensamentos reciclados,

Trançados bem bonitinhos

Servindo de cortina

Enfeitando as janelas

Onde nos debruçamos, às vezes,

Para espairecer

E esquecer

Das coisas sérias e importantes.

 

A poesia não dá dinheiro;

Ela não pode ser feita em larga escala,

Em ritmo industrial

E vendida nas lojas e quiosques.

Não é consumida em food trucks;

Até acompanha um bom café,

Mas não é servida no cafezinho do intervalo.

 

A poesia é vagabunda;

Sintaxe

Sempre é tempo corrente;

Agora é tempo parado

Amanhã será tempo perdido

 

Hoje só pode ser infinitivo,

Futuro do pretérito

Ou pretérito imperfeito;

A depender do uso

Dos adjetivos e advérbios

- De intensidade especialmente!

 

Que pronomes e substantivos

Serão teus sujeitos?

Ou serás apenas

Adjuntos e complementos

Num objeto indireto qualquer?

AS ARMAS DE GUERRA

Com armas se faz a guerra

Sejam brancas ou de fogo

Também entra nesse jogo

O que cada lado narra

E a paz na terra, esbarra

Em palavras e matanças

As permanentes heranças

Do ódio nos testamentos

Venenosos alimentos

Para matar esperanças

 

Reuniões, papéis na mesa

E os inúteis oradores

Representantes senhores

De acusação ou defesa

E do bem, vítima presa

Pelo caos que causa o mal

Um positivo sinal

A resposta o mundo espera

Para a guerra ser tapera

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