Intervalo

Quem te disse ao ouvido esse segredo
Que raras deusas têm escutado —
Aquele amor cheio de crença e medo
Que é verdadeiro só se é segredado?...
Quem te disse tão cedo?

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?

A boa intenção deste poema

A boa intenção deste poema
(Mauro A Evaristo)

Desejo que se liberte da dualidade
Que todo, qualquer ser humano tem,
Essa tal divisão que nunca faz bem,
Mas presente em toda sociedade.

Desejo que ao ver como as pessoas são
Que modere nas palavras e na mão,
Que não seja ferramenta de vingança
Porque ignorância traz mais ignorância.

Desejo que realmente entenda
A boa intenção deste poema
Que tem por perspectiva que possa ver

O seu modo de falar

O seu modo de falar
(Mauro A Evaristo)

Mude a sua palavra
E verá maravilhas em sua jornada.
Se tudo não é satisfatório até aqui
Por que razão insiste assim prosseguir?

Mude o modo de falar
E veja maravilhas lhe encontrar.
Por que insiste em prosseguir
Se nada lhe é satisfatório até aqui?

Mude os modos com o que vive a dizer
E veja tudo de bom lhe acontecer.
Se até agora nada foi bom a lhe agradar

Por que insiste em viver
Negando-se o tanto que pode melhorar
Mudando pensamentos e modos de falar?

Eros

Eros
(Mauro A Evaristo)

Enquanto disputam o domínio do ar
Não percebem o preticor e o café
Que me embriaguei no perfume e penhoar.
Ah! Esse maldito fechecler!

O dia aparece com sabor hortelã
Vibrando a suavidade da bela manhã
Enquanto mais uma vez faço o que ela quer,
Digo com firmeza estou com ela onde estiver.

Depois de descansados um no outro
Juntos viramos um só corpo
Indo além e um pouquinho mais até,

Extrassensorial

Extrassensorial
(Mauro A Evaristo)

Alienígenas amotinados expulsos da nave
Infiltraram-se na rotina da humanidade,
Primeiros com percepção extrassensorial
Alertando-nos do poder da glândula pineal.

Deuses, semideuses no meio de nós
Educando todos sobre a interna voz
Para que cada um viesse perceber
O poder infinito dentro do próprio Ser.

Há perguntas não permitidas se fazer,
Mas que calam fundo com alma
E os despertos a respondem na alma

Silêncios

Silêncios
(Mauro A Evaristo)

Muito se aprende quando se estuda
As pessoas falam tudo pela postura
E quem silencia para observar
Muito da verdade vem a captar.

O silêncio fala tão claro que grita
E quem se concentra percebe
Até os silêncios via internet
De quem próximo manifestar evita.

Difícil se enganar se muito observa
Quem a verdade sutilmente sonega
Não percebe que é nítido perceber

Que diz tanto quem nada entrega
Pela postura é perceptível de ver
O silêncio de quem engana você.

O exato

O exato
(Mauro A Evaristo)

Coisas boas chegam até você,
O que plantou é o exato a colher,
Tudo é possível ao que crê
Creia no bem pro bem receber.

Coisas boas vêm até você,
Há merecimento no seu colher,
Tudo é possível ao que crê,
Creia no bem pro melhor acontecer.

Há merecimento no seu colher
Pois, tudo é possível ao que crer
Creia no bem por bem merecer

Porque este poema é para lhe dizer
Que não importa o que acontecer
Existe poder infinito em você.

feradapoesia.blogspot.com

Agradecido

Agradecido
(Mauro A Evaristo)

Eu agradeço a tudo de bom que acontece,
Agradeço por cada palavra, cada prece,
Agradeço até ao "burricido" que aparece,
Agradeço muito ao dia que amanhece.

Eu sou imensamente agradecido
Aos muitos tantos que estão comigo,
Agradeço o fato de estar só na multidão
Quando triste alguém segura minha mão.

Eu agradeço a tudo também ao nada,
Agradeço a longa curta caminhada,
Agradeço que hoje posso ver

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