Forró Arrastadão
Autor: Oscar de Jesus Klemz on Saturday, 11 April 2026
Arrasta o pé nesse chão abençoado
Arrasta o pé nesse chão abençoado
Passo dado
Qual é a forma da não contaminação ácida?
O sabor da distorção
Apertou o caminho
Pés e mentes não passam
Sozinhos
Jardins e flores
Existem no caminho
Num portal sem janelas
Ou extermínios
Fragrância e perfumes
Não estarão anônimos
Serão aromatizantes
Aos pedidos importantes
De amor e paz!
A poesia é artesanato;
Pensamentos reciclados,
Trançados bem bonitinhos
Servindo de cortina
Enfeitando as janelas
Onde nos debruçamos, às vezes,
Para espairecer
E esquecer
Das coisas sérias e importantes.
A poesia não dá dinheiro;
Ela não pode ser feita em larga escala,
Em ritmo industrial
E vendida nas lojas e quiosques.
Não é consumida em food trucks;
Até acompanha um bom café,
Mas não é servida no cafezinho do intervalo.
A poesia é vagabunda;
Sempre é tempo corrente;
Agora é tempo parado
Amanhã será tempo perdido
Hoje só pode ser infinitivo,
Futuro do pretérito
Ou pretérito imperfeito;
A depender do uso
Dos adjetivos e advérbios
- De intensidade especialmente!
Que pronomes e substantivos
Serão teus sujeitos?
Ou serás apenas
Adjuntos e complementos
Num objeto indireto qualquer?
Com armas se faz a guerra
Sejam brancas ou de fogo
Também entra nesse jogo
O que cada lado narra
E a paz na terra, esbarra
Em palavras e matanças
As permanentes heranças
Do ódio nos testamentos
Venenosos alimentos
Para matar esperanças
Reuniões, papéis na mesa
E os inúteis oradores
Representantes senhores
De acusação ou defesa
E do bem, vítima presa
Pelo caos que causa o mal
Um positivo sinal
A resposta o mundo espera
Para a guerra ser tapera
Espontâneo sorriso
(Mauro Fera Da Poesia)
Que vida maravilhosa você tem
Onde chega muitos se sentem bem,
O seu espontâneo sorriso
Revela que viver incrível.
Que pessoa maravilhosa você é
Com palavras de afirmação e fé
Faz o mais simples ser
Ver que existe poder infinito em você.
Que espetáculo de ser humano você é
Saiba que esteja onde estiver
Todos têm muito o que agradecer
Pois sua presença confirma amor e fé
Pois a alegria vibrante de seu viver
Prova que existe poder infinito em você.
E quando todas as palavras te faltarem
Por qualquer razão
Lembra-te, ao menos, de sorrir
E seja que o teu sorriso transmita
Tua mensagem mais completa;
Seja que tu inteiro traduzas
Teus textos mais íntimos.
Lembra-te de olhar - e deixar-te ser olhado
Não importa que estejas triste ou zangado
Para que se leia em tuas íris
As melhores histórias de tua vida;
Teus contos, tuas poesias…
Mesmo as mais amargas
Escuta! Com um pouquinho só de atenção…
Meu centro, meu núcleo principal, minha essência
É meu osso;
É só o que resta de mim, de fato.
Quando a alma se dissipa,
Quando o espírito presta contas a Deus,
Quando a água se esvai
E tudo o mais vira alimento
É o meu osso, o meu duro osso,
Meu esqueleto que perdura
Para revelar minha história
A "mata atlântica"
(Mauro Fera Da Poesia)
A "mata atlântica" que virou a via expressa
É também um perigo pra quem atravessa,
Todo ano esse descaso é normal,
Mas em ano de eleição é proposital.
Já o povo preso as grades das TVs
Espera o Salvador evitando o próprio fazer
Enquanto passa as datas comemorativas
Bebendo e ouvindo músicas depreciativas.
"Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Dando milho aos pombos,
Quanto maior o vôo maior o tombo",
minha poesia
Bandida corre na veia
menina eu quero lhe ter não so um dia
perdida
na esquina desta cidade
querida
me trás vida
menina eu posso ter um minuto com vc
e se vc quiser serei sim só pra vc