Quem?
Autor: Oscar de Jesus Klemz on Tuesday, 28 April 2026
Quem de teus olhos amanhece sereno
Quem de teus olhos amanhece serenoBem no natural
(Mauro A Evaristo)
O mundo caminha dentro do caos,
Desordem física, financeira, moral
Todos em busca do ponto em comum
Sem ver, sentir, perceber respaldo algum.
Os pseudos bons fazendo o mal
Por aceitarem a ruindade como normal,
Civilizados sem entenderem a selvageria
Que toma conta dentro do dia a dia.
Já passamos da hora de acordar,
Abrir o Livro para se encontrar
Sentir a energia transcendental
Pessoas
(Mauro A Evaristo)
Tudo se resume as pessoas
De caráter, más, índoles boas
Que estão por aí nas igrejas,
Bares, casas, ruas com frieza.
Tudo se relaciona as pessoas
De boa fama, má formação
Do juiz ao pedreiro, do gari ao ladrão
E o que fazem sempre ressoa.
Toda boa vontade realizada,
Toda maldade praticada
Sempre a referência vem das pessoas
Que armas em punho, almas armadas
Vêem o bem que na prática não ressoa
Perdido em vão no tempo que voa.
feradapoesia.blogspot.com
encontrar tempo ao anoitecer
encontrar tempo sem voce
não dá pra ficar calado enquanto não vem
roupas no chão copos no varal
que horas volta e se voltar trás pão.
como posso enlouquecer
no dias de hoje. como posso me esquecer de alguém como voce. como posso permitir que voce vá embora são tantas perguntas mal respondidas caladas no tempo se der tempo vou lhe procurar então posso te ligar sei que ja és tarde a noite é fria .
como posso esquecer
que a cidade so acorda quando nos dois perdidos na madrugada nas ruas desta cidade
e a cidade não dorme e se resolve se o corpo dela lhe cai bem sou quem lhe quer bem a quem devo procurar
se vou enlouquecer
me deixe só.
Alfa e Omega
(Mauro A Evaristo)
Aquele que se põe acima dos seus
Pseudo doutor de qualquer saber
Enxerga longe e não consegue ver
Que acima dele sempre estará Deus.
Aquele que se vê como bambambã
Seja no Oiapoque ou no Vietnã
Por mais que se põe acima dos seus
Sempre será pequeno diante de Deus.
Aquele que se acha o maior
As vezes de tanto o ser está só
E em sua subida o importante esqueceu
Cá estou eu;
Às vezes chego até ali,
Me acerco, às vezes, de acolá…
Mas lá?
Para mim não há lá!
Para mim, que sou de cá.
De cá olho para lá
Com olhinhos espichados,
Com olhinhos apertados
Como tentasse ver claramente
O que de lá aparece para mim, enevoado
Envolto numa bruma que torna lá irreal
Que se como se lá fosse uma ilusão,
Um sonho para quem é de cá.
Ponte não há
Senão aérea,
Senão etérea, cyberficial
Que conecte cá e lá
Às vezes, escrever
É brincar de pique com as palavras;
Elas parecem peixinhos escorregando na água
E minhas mãos nuas não as agarram.
Então as deixo nadar
E apenas observo sua dança brincalhona
Quantas realidade não dizem?
Quantas ficções não constroem?
Ah, palavrinhas peraltas!
Como vos amo, de todo o coração!
Desisto de escrever!
Quando quiserem se deixar pegar,
Estarei por aqui,
Esperando e observando com (des)atenção.
Antítese musicada
(Mauro A Evaristo)
Assim como pode entreter
Pode também a música subverter,
O mesmo instrumento que gera paz
Pode gerar inconformismo ou tanto faz.
A música pode criar revolução
Ou uma planejada acomodação
Pode ela tocar o emocional
Até despertar uma fúria social.
A música impulsiona exércitos
Tem poder fazer contemplar universos,
Acalmar quem chora seguir sorrindo,
A música tem usos controversos
Em si ajuda atinar raciocínios.
Que música você está ouvindo?