CLARIVIDÊNCIA / INSIGHT

"CLARIVIDÊNCIA"

poesia de: Fernando Antônio Fonseca
(de Belo Horizonte-MG)

a luz que em teu ventre vejo

não só seduz-me

como conduz-me

ao que sempre supus

-ser meu

teu ser inteiro

radiante de fótons

dissipando todo negro receio

de não tê-la ainda

inteiramente minha

feito um brilhante adorno

de sonhos"

"CLAIRVOYANCE"

poem by: Fernando Antônio Fonseca

(from Belo Horizonte-MG / Brazil)

the light I see i

in your womb

not only seduces me

nossa senhora das flores

A partir de um beijo um cheiro teu
me invade a noiteceu
me encontro só querendo saber de voce
aonde voce se escondeu
ruas augusta me soa estranho
querendo querer que esta noite acabe comigo
bebendo todas na cama comigo
me diz
Senhora das flores
perfume dama da noite me faz renascer
teu corpo no meu prazer quem sabe um dia voce
mora comigo escravo bandido
menino perdido nos braços teus
Senhora das flores
vermelho lhe cae bem
deixo a porta aberta lhe espero lhe quero totalmente querida pra mim

Al dente

Al dente, prefiro o meu macarrão
o queijo é personagem principal e quase unânime
a mesa é quase perfeita
de famílias felizes, é às vezes hipócrita
a fome, sim, companheira e guerreira ancestral
mesmo acreditando que estou seguindo o cardápio da OMS
ainda está faltando pão por aqui

a canção

Desvendar mistério
fico por aqui esta noite
chove la fora
poderemos ver tv enquanto cozinho algo para nós
a ideia era tirar a tua roupa e ve-la linda despida
vc sabe bem que queremos
algo que conforta almas
São Paulo e suas loucuras
o vinho esta na geladeira fique a vontade.

"O BONINO CARMIN DAS FLORES VIVAS DE INDIGO"

#poetry #poet #writer #freestyle #mindaffection

"O BONINO CARMIN DAS FLORES VIVAS"

by Fernando Antônio Fonseca (from Brazil)

o rosto exposto das flores vivas
re
vive a contragosto

o tosco ritual
do fosco cálice de pétalas

derramadas nos olhos pálidos
da Mona Lisa

o mel das flores
carmins

nutrem de bonina tinta
os jeans exóticos customizados

e brindam a paz
com selvagem festim

A ti, uma Carta de Amor, para nós...

Repetição

O que não repito
não pode ser reeditado
como vivem os vivos
com esse ar saturado?
talvez um leque invisível
retirando o ar contaminado!
tenho lembranças de vidro
que não desejam ser interpretados
a saudade vem toda semana
visitar este triste, coitado
o que mais se repete é a imagem de um quarto
entre tantas bugigangas
e ainda desconfortável!
Standard alterado pelo tempo
coisas fantásticas no passado
tenho tino pela esperança
que verei coisas menos triste
menos irregulares

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