triste sem mim
Autor: Reginaldo sousa on Sunday, 26 April 2026encontrar tempo ao anoitecer
encontrar tempo sem voce
não dá pra ficar calado enquanto não vem
roupas no chão copos no varal
que horas volta e se voltar trás pão.
encontrar tempo ao anoitecer
encontrar tempo sem voce
não dá pra ficar calado enquanto não vem
roupas no chão copos no varal
que horas volta e se voltar trás pão.
como posso enlouquecer
no dias de hoje. como posso me esquecer de alguém como voce. como posso permitir que voce vá embora são tantas perguntas mal respondidas caladas no tempo se der tempo vou lhe procurar então posso te ligar sei que ja és tarde a noite é fria .
como posso esquecer
que a cidade so acorda quando nos dois perdidos na madrugada nas ruas desta cidade
e a cidade não dorme e se resolve se o corpo dela lhe cai bem sou quem lhe quer bem a quem devo procurar
se vou enlouquecer
me deixe só.
Alfa e Omega
(Mauro A Evaristo)
Aquele que se põe acima dos seus
Pseudo doutor de qualquer saber
Enxerga longe e não consegue ver
Que acima dele sempre estará Deus.
Aquele que se vê como bambambã
Seja no Oiapoque ou no Vietnã
Por mais que se põe acima dos seus
Sempre será pequeno diante de Deus.
Aquele que se acha o maior
As vezes de tanto o ser está só
E em sua subida o importante esqueceu
Cá estou eu;
Às vezes chego até ali,
Me acerco, às vezes, de acolá…
Mas lá?
Para mim não há lá!
Para mim, que sou de cá.
De cá olho para lá
Com olhinhos espichados,
Com olhinhos apertados
Como tentasse ver claramente
O que de lá aparece para mim, enevoado
Envolto numa bruma que torna lá irreal
Que se como se lá fosse uma ilusão,
Um sonho para quem é de cá.
Ponte não há
Senão aérea,
Senão etérea, cyberficial
Que conecte cá e lá
Às vezes, escrever
É brincar de pique com as palavras;
Elas parecem peixinhos escorregando na água
E minhas mãos nuas não as agarram.
Então as deixo nadar
E apenas observo sua dança brincalhona
Quantas realidade não dizem?
Quantas ficções não constroem?
Ah, palavrinhas peraltas!
Como vos amo, de todo o coração!
Desisto de escrever!
Quando quiserem se deixar pegar,
Estarei por aqui,
Esperando e observando com (des)atenção.
Antítese musicada
(Mauro A Evaristo)
Assim como pode entreter
Pode também a música subverter,
O mesmo instrumento que gera paz
Pode gerar inconformismo ou tanto faz.
A música pode criar revolução
Ou uma planejada acomodação
Pode ela tocar o emocional
Até despertar uma fúria social.
A música impulsiona exércitos
Tem poder fazer contemplar universos,
Acalmar quem chora seguir sorrindo,
A música tem usos controversos
Em si ajuda atinar raciocínios.
Que música você está ouvindo?
Um dedinho de prosa;
Um ouvido amigo;
Um ombro disponível
Um colo…
São pequenos pedaços
Que desapegam de mim
E vagam por aí
Me espalhando por vários lugares
Que perpetuarão minha lembrança
Uma mão que aperta, que acena
Minha boca que diz, que beija
Meu olho que vê, que atenta
Um peito que aconchega
São punhados de farelo
Que desapegam de mim
E vagam por aí
Me espalhando por vários lugares
Como temperos
Que tornarão a vida saborosa.
Ri;
Tua graça pura encanta
Te faz bela e doce
Luminosa e fascinante!
Ri;
Tua alegria me contenta
Serena e simples
Expansiva e radiante.
Ri;
Teu júbilo inocente
Tão profundo e perene
Me inspira suavemente
Ri;
Que teu riso gostoso
Me faz sempre ditoso!