QUOTIDIANOS – 10º CAPÍTULO

QUOTIDIANOS – 10º CAPÍTULO

Regresso ao Fundão, à minha actual Pátria, já ouço os latidos nocturnos dos cães de guarda nas  quintas, os galos quentes e madrugadores, “as cigarras a arder” como no verso do Eugénio de Andrade, cuja obra está em exposição na Biblioteca do Fundão, acompanhada de quadros e poemas inspirados neste figura maior da literatura portuguesa.

Viagem sem fim

Viagem sem fim

Gosto de viajar, de sentir tudo excessivamente, gosto de acreditar que um dia vou ter o universo na minha mão.

Quanto mais intensamente viver melhor será a minha viagem, se ela não tiver direção nem fim é porque senti tudo de todas as formas e mais de mim ficou pelo mundo fora.

Viajando posso ser um rio que corre sem parar, abraçando o mar e falando com todas as pedras da noite.

Pages