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É mesmo você

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É MESMO VOCÊ


De repente, bate um medo de não sei quê. Meu peito sangra como se tivesse sido atingido por uma bala perdida, minha alma se desequilibra com sensação de perda. Penso que tenho medo da solidão, do pensar só, do falar só, do olhar só, de não ter mais  sua mão, nem seu olhar, nem seu corpo, nem você. Fico parada tentando entender o porquê. As horas passam e só de pensar em sua presença, o vejo, em sua respiração a ouço, em suas mãos as sinto. Lembro seu olhar que me fulmina, congela,  fere e  excita. Torno-me a selvagem à espreita da caça e caço-te como se meu corpo fosse a rede... Devoro-te com meus beijos ardentes a machuco teus lábios, pois  sou loba faminta de teu sexo. Você me abraça... Nesse abraço, transforma-se na jiboia que me enrodilha deixando-me sem espaço.  Lembro quando vira meu rosto  e força-me a te  olhar de novo   novamente trespassando-me o  ardor da paixão, do amor que sinto por você. Quero parar, mas não posso meu cérebro diz sim, meu coração não é o meu momento.Penso:  é meu dia... Daqui a pouco vou embora. O chão é a nossa cama, o telhado é o céu com lua cheia visto através da janela, o vento que sopra tranqüilo é o calmante da selvageria do momento. Vai-se a solidão, existimos, sentimos, misturamos nossos cheiros no suor dos corpos nus. Um bolero nos conduz ao sossego, mas nossas mãos iniciam outra sessão sensual com dança do acasalamento. E na parede você me possui como nunca, nos sentimos querendo ir até o infinito de cada um, alcançar o que não se alcança com o toque. Grito de prazer, por amar e me sentir amada. Assustamos-nos com a intensidade. No êxtase, a paralisia. Parece que só o cérebro funciona... O abraço silencioso depois do amor... Ternura... E o vento a dizer: comecem novamente. Você segue o movimento do meu corpo e me ama, me ama, me ama... Diz que vai me matar de amor, mas não morro porque te quero, amor de tantas existências. Encontrei você, sei que é você... Não é luxúria e sim saudade de um tempo que não sei, é reencontro de almas. Gozo... O prazer estampado no rosto, o abraço,  o deitar no peito... Tudo muito louco, gentil, amoroso. Não sei de onde esse sentir. Só sei que me perco em você e você se acha em mim.

                                                                                         Silute
                                                                                       23/01/2013

 
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