Nas minhas ruas...

As minhas ruas são assim,

feitas de empedrados,

com altos e baixos que me desconjuntam o corpo...

As minhas ruas são escuras,

sombrias a fazer pandan com a minha alma...

Não há candeeiros de esquina, nem putas a venderem a carne,

apenas o silêncio dos meus gritos mudos,

a roçarem-se pelas paredes...

Existem esgotos, por onde o passado rasteja,

parecendo ratazanas no cio,

consumido o presente e limitando o futuro...

As minhas ruas cheiram a sangue,

de tudo o que matei em mim,

a percorre-las...

 

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Comentários

Nossa! Magnífico!

Abraços princesa!

Obrigada meu doce :-)

beijo no coração

Magnifico texto num relato

sobre muitas das nossas "ruas" deste mundo

onde ainda em poesia solitáriamente percorremos

Abraço

FC

Tem muita razão do que diz...verdadeiramente sozinhos as percorremos...coisas que só a vida nos pode explicar meu amigo.

Obrigado pelas suas palavras

Abraço poetico

cada um com as suas vias interiores:

nem sempre as retas levam a bom porto,

nem sempre as curvas são de tormenta.

-  em múltiplos trilhos segue a nossa vida,

e a poesia vem beber nas suas fontes.

 

Saudações para Peniche!

_Abílio Henriques;

Todos temos o nosso Fado, meu caro amigo...

e todos os poetas tem a sua sina traçada que é como dizes e bem bebem dos becos e ruelas desta vida, quando o sol lhes brilha ou quando a noite as rasga...

 

Abraço de Peniche

Não havia Maria, não haveria mesmo...

abraço poetico

Mas que lindo poema, as suas palavras...sinceras, não deixa por dizer e transparecem o verdadeiro e cru sentido da existência humana. Habitue-nos por favor aos seus textos! beijinhos :)