Desilusão

Porta fechada

Porta grande fechada por dentro
da sala da vida que foge de mim
A mesa redonda de jarra ao centro
E o cheiro seco outrora jasmim

E a outra sorte ficou lá dentro
o coração louco no outro lado
Sala negra que encerra o monstro
bateu forte em final anunciado

Janelas fechadas de sonhos opacos
deixam passar fluidos de saudade
guardaram lagrimas dos olhos secos
em caixas vazias da continuidade

A FERIDA AINDA SANGRA

A ferida as vezes sangra.

Chagas abertas purulentas

Infectadas de lembranças

A ferida sangra.

A ferida passa horas e horas doendo

A dor vai aos poucos corroendo

Não tem luz, nao tem brilho, não tem alma

E a muito, muito tempo nao se acalma!

A ferida vai sangrando pouco a pouco

Acabou-se a confiança e o amor louco

E as traições que foram tantas

Hoje vive e atormenta outros sonhos!

Não existe mais futuro, só passado

Nem aquilo que lutamos lado a lado

Pesadelos são vividos acordados

Queda,

Altivez quebrada no sentir da alma,
Queda anunciada, flecha quebrada,
Homem feito, de coração desfeito,
Aninhado na sua pequenez, rafeiro
Quebrado feitiço, que no mantinha de pé
Veles tenebrosos, na solidão do sentir
Galopante desespero, sem o afoito medo
Fingi ser grande, no pequeno que sou
Palavra fingida, sentida na alma
Querer fugir, não saber por onde ir
Quer ficar, parado assim aninhado
Colo que espera, desespero do ser,

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