Meditação

A solidão veste o hábito

 

Agarrar-me a algo, não necessariamente a alguem, mas a alguma coisa.

Preservar enquanto posso, não a tua mão, porém o sentimento que carrega.

A solidão veste o hábito de se deixar ludibriar por qualquer intimidade.

Proximidade que observo à distância, tão longe de mim.

 

 

Dilema do Alpinista

Neste poema,

De que sou o artista.

Exponho um problema,

O dilema do alpinista.

 

Iniciada a campanha,

Façanha que assume.

Adormece com a montanha,

Enquanto sonha com o cume.

 

 

Vencida montanha, na consumação do objetivo,

Surge o dilema desta história,

Depois do topo ser atingido

O que é que o alpinista faz agora?

 

 

CICLOS

Cada passo mais afastado do relógio da vida,

rompi com o sonho impercetível e murmurado.

Trepo ao céu, agarrado às letras e ao vento,

flutuando no espaço ao sabor da corrente,

ávido dos silêncios que a noite provida.

Esperança ardente num sonho, sonhado

em louca espiral da pressa! Isole-me no advento

do tempo, que acaba e se estagna à minha frente...

 

Uma melodia! Uma luz se aproxima! Tudo faz sentido.

Quantas solidões para ver? Quantas vidas para aprender.

Pages