Meditação

Reinicio

Consolido o tempo,

Liquido tudo,

Evaporo, viro pó…

 

Reinicio,

Retorno,

Removo,

Reparo.

 

Apareço e sumo no espaço

De repente

Deixo claro

Suas sombras, seu passado…

 

Dissolvo

De novo;

Resolvo

E me salvo.

 

Deixo pra lá,

Trago para aqui

E me levo para ti.

 

Atravesso,

Ultrapasso,

Extravaso…

 

Saio por aí

De mãos dadas

E passos largos.

A falta que me faz

O dia sobra muito

e a rotina petrifica a evolução.

Carros passam, enxurrada lava

as calçadas, sons se repetem,

ecos de uma memória perpétua.

A fadiga torna o marasmo

um lugar de exílio.

É fácil brincar de esconde-esconde com a monotonia

que se fez morada nas folhas caídas do meu quintal.

Enquanto segue a fio o céu de estio,

lobos caçam.

Farejam o sangue e salivam com suas 

línguas ferinas expostas.

Buscam em suas presas, pedaços de vidas para preencher o vazio 

deixado pelo esmo.

Teus Olhos Entristecem

Teus olhos entristecem
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.

Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.

Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.

Sparks of grace

Original composition in Portuguese-Brazil language “Centelhas da graça”, tradition and edition English. Format edited in the Spanish, Portuguese-Brazil and English language, on the author's page Facebook. Due to lack of time the poems are no longer being versioned or rhymed, literal translation is being used. All rights reserved.

Crispas de la gracia

Original composición en el idioma portugués-Brasil “Centelhas de graça'', traducción y edición Español. Formato editado en el Español, Portugués-Brasil e Inglés, en la página del autor. Debido a la falta de tiempo, los poemas ya no se versionan o riman, se está utilizando traducción literal. Todos los derechos reservados.

Voar é ser livre

Eu não nasci para cantar.

Nasci para escrever palavras que cantam.

Eu não nasci para pintar.

Nasci para pintar versos com as cores do meu ego.

Eu não nasci para representar.

Nasci para criar poemas que representem os palcos da vida.

Eu não nasci para salvar o Mundo.

Nasci para incendiar a alma que um dia vai fazê-lo.

Eu não nasci para ser feliz.

Nasci para saber que vou morrer, e é neste saber que eu te escrevo.

Escrevo-te porque se falar ninguem me ouve.

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