Afinal Perto (a infância)

 
 
 
 
 
 
"Já fui menino
Agora sou crescido"
AR DE ROCK. "Fui Andar Pela Noite". Mudam-se os Tempos. Vidisco 2011. CD
 
Compos sui. Se não eidético (1), subtrai
Da "Árvore de Porfírio" o que aviria
Em hieros logos (2). Crê a tigmonastia
Em Domiduca, Aveta ou Cimist. Lai
 
D'antifilosofia. Qual Proteu, extrai

os teus olhos

Menina de andar seguro,
Os olhos que Deus te deu,
São as estrelas que procuro
E não encontro no Céu.

Essa rosa que te enfeita
È desfolhada em ciúme,
Porque a apontam suspeita
De te roubar o perfume.

O sol que ofertou á lua
O sublime luar de Agosto,
Não brilha na tua rua
Pelo cintilar do teu rosto.

O meu coração eivado
Bate à espera que o teu
Se sinta em ti pouco amado
E venha morar no meu.

POESIA HOJE

 

* ATUALIDADES * - POESIA HOJE

 

 

        A poesia reage às novas exigências consumeristas do mercado, e envereda-se pela busca de novos recursos e formatos, inerentes às inéditas ferramentas de produção e consumo, se adequando -como um camaleão- aos aparatos contemporâneos de mídia & multimídia.

"Entraste na minha Madrugada sem eu te Esperar" de Tininha Rodrigues

5.99€ IVA incluído

Ebook. PFC. 2024.

Tininha Rodrigues
Covilhã – Portugal
 
Nasceu na Covilhã (1947). Começou a ler com 4 anos de idade e foi sempre uma pessoa muito curiosa, por tudo o que a rodeava. Casou com 19 anos e teve dois filhos, um rapaz e uma rapariga, sendo um formado em Cinema e, outra, em Gestão de Empresas, assim como diz sentir-se sempre uma pessoa considerada e feliz.

Preço: 5.65€

"A Penumbra Ascética" de António Tê Santos

5.99€ IVA incluído

Ebook. PFC. 2024.

 

os versos roçam a mestria quando
abordam os eventos para corrigir os seus
intuitos nefastos; ou para transformar as
nossas desventuras em setas assestadas
ao umbigo do mundo; ou para inverter
os falsos sentidos do verbo amar.

 

Preço: 5.65€

Jardim de flores mortas

 

Luz dos olhos teus,

tempestade no olhar.

Enigmática carta de adeus,

misturada com palavras tortas de amor.

Boca carnuda nunca beijada,

gosto de mel na língua.

Vento no rosto, lua e flor,

cheiro de terra molhada no ar.

Eram jovens demais.

Ele queria aprisioná-la.

Ela era a liberdade encarnada.

O coração uma gaiola.

A paixão uma armadilha.

O passado uma ilusão.

André Paolucci

 

Entre as mãos...o silêncio

Um anárquico murmúrio dessedenta a luz da manhã que renasce
Tão altiva, tão absurdamente compassiva, mui anónima e tão viva
Sorve do tempo um madrigal eco que se esboroa numa prece altiva
 
Entre as mãos…o silêncio reflete-se num reflexivo sorriso bem hidratado
Faz até chorar e corar de prazer um lamento esquivo gemendo manietado
Faz cócegas à alma algemada a cada cardíaco prazer felino e enamorado
 
Entre as mãos…o silêncio escorre pelas artérias da ilusão quase ardilosa

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