Fugiu-se-me a Inspiração...
Autor: António Cardoso on Tuesday, 7 October 2014Fugiu-se-me a inspiração,
Fiquei desacompanhado a meio da estrada.
Que será do papel que guardo em minha mão,
Fugiu-se-me a inspiração,
Fiquei desacompanhado a meio da estrada.
Que será do papel que guardo em minha mão,
Olhar para o teu olhar foi como se, do inverno, se abrisse o céu,
Como se por fim o tudo o que há de melhor neste mundo fosse meu.
Acabraram-se as guerras, crises, problemas, preocupações.
Felicidade
Se há um sol em cada dia p'la manhã;
Se ergo os olhos e o vejo a brilhar;
Se há flores no jardim a despontar;
Como ouso ficar triste p'la manhã!?
Se há um meigo olhar que m'acarinha;
Um sorriso franco p'ra me animar;
Se há aves no ar a chilrear;
Como ouso ficar triste p'la manhã!?
Há aroma a flores, a bica de água;
O céu, a maresia, a luz da lua
E a< flor mais bela> que vi nascer!
Há o mar azul, a chuva, o verão;
Eterno
Então sobreviveram ao tempo.
Não existia mais morte.
Felizes eles viviam
Nasceram um para o outro
Amantes,
Amados para sempre
Tão naturais como as árvores.
Como a exuberância das águas.
De cores fortes.
O amor
Sem dor...
Só sonhos
Minhas escolhas
Momento depressivo
É delírio que incendeia a alma
Este desejo de tudo,
que não acalma.
Querer o que não se pode
Jogar fora o que não se quer.
É ser um pássaro amargurado
Preso nas garras do gavião.
É chorar por motivo fútil
Quando há alguém
Que não tem nem pão.
É virar o mundo pelo avesso
E em nenhum momento ver diversão.
O bicho livre virou uma caça
E condenado vive na prisão!
O Ancião
Os passos pesados.
Vão pela estrada.
Carregando a bagagem,
de tantas histórias vividas.
Ninguém mais o escuta!
Seus olhos já não tem mais brilho.
O sorriso apagou-se, com o tempo.
Esquecido está...
E já não mais se importa com isto!
Perdeu-se no tempo da vida.
A velhice sofrida... Sentida...
E uma angustia lenta.
Entremeada, de solidão.
A espera do que virá a qualquer momento.
E nesta lentidão os minutos vão...
Em vão.
Arlete Klens
Há um nó
preso em minha garganta.
Chega a doer
Pressionado peo sentimento
Que causa tua partida
Não penso no retorno
Só na falta que sentirei
com tua ausência.
A dor então aumenta
Só o que acalenta
É saber que também sofre
Esta dor tão nojenta.
Por que temos que ter este sentir?
Áh! Que bom seria
Se pudéssemos eternamente sorrir.