A HORA DE DESPERTAR

É fria a noite, este abismo das horas!
É sombria no despontar a lua!
Minh`alma se desperta à imagem tua,
Tu, que minha sina hostil tanto adoras.

Qual um olhar, a noite se dilata
Cheia de planos no augusto porvir;
Quer ver de perto o astro reluzir
E o céu rasgar-se num cordão de prata.

Novamente eu sou poeta! Meu peito
Uma nota plangente logo ensaia,
Enquanto a solidão dorme em meu leito!

A quem me vê da esplêndida atalaia,
Suplico com pavor onde me deito:
- Que um dia eu possa estar na infinda praia!

Destino do amor

Destino do amor - aos amigos presente e ausentes
 
À noite quando me deito
solitário e desencantado
entre um palmo de realidades virtuais
e aqueles nossos beijos casuais
rogo à beira de árvore plantada
na réstia da sombra Divina 
que me conceda entender
uma pouco mais o ser que sou
que somos, mesmo que escravos
apesar de envelhecidos nas fadigas
que o corpo molestado habita 
e não se compadece;

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