Poema aos sábados

Gosto de sábados assim…. sem novidades de atormentados odores de novos perfumes…..

Belos jardins de calorosas abraços de fechados braços mudos e silenciados

…..Pensamentos ás mãos cheias surgem de um quase nada instantâneo e repleto canto de sereias…..

Solidões de prazer semi frio servido em terrinas fumegantes em forma de concha ladeada de pérolas verdadeiras…….

convites envoltos em dúvida vagueiam em ondas sonoras de viagens sonhadas ….

Como quem assiste a tantos nadas de rara beleza ….

Cai Noite

Suaves raios de sol despedem-se do dia….

Tranquila a noite vem se aproximando…

Sem surpresas toma o seu lugar….

Um imenso céu semeado de brilhantes estrelas.....faz lembrar flores de luz doce de puro resplendor….

Bem vinda seja a inspiradora oportunidade poética de pensares adormecidos….

.Amanhecem novas madrugadas em esperas adiadas…..

Banhos de puro orvalho refrescante tonificam inquietos olhares panorâmicos em sonhos privilegiados …

Suave agradável pausada aragem segreda ao ouvido palavras tão belas de musical significado….

A Côr da Amizade

 

Belas recordações em graciosa simetria harmoniosa

Como quem lança chuva bondosa de pureza abundante...

Mergulhadas em açudes de corrente florida Vegetações de alegria variada revestem janelas e beirais em sorrisos de vento em rajada

Bebe-se água em fontes de nascente de altas montanhas que tocam céus de inspiração

Serena esperança por entre floresta densa vai entrando em raios de sol quente

Silênciosos odores de paz Andorinhas de vôos soalheiros fazem seus ninhos de inocência

Noite Misteriosa

Noite Misteriosa

Aroma subtil de secreta escuridão

simples Profunda límpida perfeita

Reconhecida clareza de entendimento

É luminosa a nítida penumbra

Belos Círculos multicolores

Cascatas de abundante desordem

Envolvem misturas em regras ordenadas

Surgem na penumbra Fortes clarões

Lâmpadas acesas cegam olhares de nitidez

enganosa

São agora trevas de perturbante resplendor

Clarão de luz radiante invade meu ser

Ao Longe aproximam-se milénios de lucidez

Cordas do coração

Cordas do coração
 
Ficou-se apenas aquele tempo
imenso e manso na doçura dos olhos teus
guardo comigo somente a impressão
formal daquele entusiasmo feroz
quando nos apaixonámos
sem orgulhos feridos
apenas o comprometimento
da nossa alma vaga enamorada
confidente
resistindo aprimorada
aos beijos castos que te dei
FC

Prelúdio

Prelúdio
 
Dizem-me eles que estou parado no tempo
errado e mais que desamparado
que tenho somente que esperar um pouco mais 
para que o homem certo 
se renove e ouse chegar
todo por inteiro ao topo do mundo 
aquele que é valente 
o bastante para conquistar todo o isotopo
que eclode no prelúdio da poesia desdita
e perdida no núcleo de uma vida
que nunca se molesta
pois é nobre e nunca se contesta

Ventos e marés

Nos ventos e marés
 
Saio por aí navegando por esses rios
meu Tejo,teu Sena,o mesmo Tamisa
tanto faz, tanto mar
salgado ou doce eu quero,
velejemos até onde o fascínio 
dócil de um oceano imenso
perpectue nossas aventuras marinhas 
em Bolama,Haiti ou na Cidade Velha
e em todos os portos por aí apinhados 
e ardentes de vida
Amesterdan,Antuérpia ou Lisboa,
revigorados de beleza

Horrores de Felicidade

Em modo monstruoso se despedaçam sentires de doce sabor de framboesa envenenado……

 

Horrores de felicidade esfaqueada sangra em rios de marés esvaídas em dores de alma cujo corpo já não sente……..

 

Ao longe  vislumbro novos rumos luminosos….

 

Sai um negro fumegar abundante em  chaminés de lareiras crepitantes ………cuja chama já extinta lambe um braseiro atiçado….

 

Fogos de palha ardem num nobre coração que coabita em gélidas muralhas talhadas em belas arcadas de amor desmoronadas ……..

 

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