Sentimentos de Borboleta

O dia de sol espetacular preparatório
Que vinha de mãos dadas
Precípuo com cada destino
Escrito no mais alto dos escritórios!...
Pelo mais pequeno dos meninos...
Junto à uma porção de velhos retratos
E nos velhos retratos, as suas nódoas
Laivos fragmentados, combinados
À imaginação fantasiosa
Família reunida em fotografias... 
(Verdadeiras)
É pois, a alegria mais antiga e pura de se vivenciar...
 

O Rosto Das Mil Poesias!

Lá ia o rosto das mil poesias
 
Pés descalços sob a areia da praia
De ondas vazias...
O seu pensar estava fixo nos planos.
Andando consigo, um vento enturvado
A onda vazia
Era longe da cidade
E do agitamento coletivo da agonia...
 
Sentia gelar cada passo em que se abastecia!
Os dava enquanto fumava o seu cigarro verde
Descampado...
Ali, fazia e acontecia! 
Tanto! que nem ao menos notava

O Âmago

Toda a fauna e flora que por aqui convive!
Do carboidrato às substâncias químicas, cada átomo...
(Átomos: Eis que milhões deles criam um homem apto.)
 
Quanto à esta dúvida:
Respondido?
Perguntado!
 
Poluíndo lindos verdes em puro lixo, o homem
Com todo o seu âmago mal-informado!
Faltando-lhe sempre amor e uma pitadinha de sal
Sal para que o homem abandone 
Esse seu jogo estúpido e animal.

Uísque (O Canzarrão)

Na sala estava caído.
Derrotado pelo uísque...
 
Num colchão. Só e estirado!
De tanto que havia bebido
De veneta acabara deitado!
 
Dei boas-vindas com o fôlego da mente
E o esforço, nem sei de qual indução!
Como quem procura e por assim consente
 
Avivou-se um dia todo depois...
Veio ter uma conversa comigo.
Parecia mais um canzarrão!...
Aquela fala áspera de tom grave

Sonhos sem Gravidade (Fragmentos)

Na esquina dos sonhos sem gravidade
A sua alma nos meus sonhos com a mesma idade...
 
Recordações que um dia foram.
Mas dias como flechas que já se foram!
 
Tudo se passa,
Mas se escrevo, é porque ainda enxergo a luz do luar
Muitos lobisomens à solta...
Muita veracidade!...
 
A sua alma nos meus sonhos com a mesma idade...
Saudade! Oh saudade!...
Minha Velha Amizade!...
 
Vidas passadas

Páginas de Guerra (Fragmentos)

Hoje, nenhum beligerante conveio ao armistício!
Na pobreza extrema em que tombam magros
Para morrer não haveria outro momento propício...
 
Arquivaram-se todas as felicidades chamejantes!...
 
Os flagelados rufaram os seus tambores
Na rica melodia de todas as vidas juntas.
Em condições desumanas, culturas e cores
Os flagelados massificaram as condutas!
 
Na intelectualidade virtual de hoje, e-mail

Metal Motorizado (Na Rua Que Era Avenida)

Lá na grande rua que era avenida,
Dobrava o itinerário e motorizado
Que por todos nós era sustentado
Lá na grande rua que era avenida!
 
Os quebra-molas eram arrebatados...
Os horários, quase sempre atrasados
Lá, os opostos se encaravam lado a lado!
O pão e o leite, que no porvir seria comprado...
 
E o menininho pequeno alimentado!
E as contas atrasadas todas pagas...
Lá na grande rua! Que era avenida,

Fichas de Pôquer

Fichas de pôquer.
Verão,
Infância.
Alegrias passadas!
Sol forte.
Bola de futebol.
Cachorrinhos.
 
Brinquedos no tapete...
Família reunida!
Ceia de natal
No pátio, correria...
Na área, as risadas!
Gente do lado da vida
 
No pôquer dos dias,
Uma ficha jogada.
- Histórico da infância:
Alegrias passadas. 
 
08 . 06 . 2014

Antigo Andar Alugado

Vários quadros em metáforas
Eis-me um pleno navio de carga!
Meus vícios são prova amarga
Dos garfos entre as facas...
Na cozinha, sempre pizza congelada
Um sofá-cama amical, na sala...
 
Recordações, construções...
Antigo Andar Alugado da ladeira urbanizada
Conservado; encontrado logo que descendo o colégio...
Tapetes espalhados pela entrada e alguns cães de raça.
Todas as janelas observavam áres ambientadas.
 

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