Sem Limites

Sem limites, sem estremecimentos
Sem gastrites e sem mais alojamentos
Cinza tormento, sem limites de vento,
Vento gelado, sem momentos de tempo. 
Tempo nublado com aparências do pêndulo.
Sem limites, sem estremecimentos.
Na noite, no dia, em qualquer lugar
Vai tudo valer para alguma coisa mudar!
E um dia essa coisa vai se transformar...
 
Olho pro relógio e sou paciente
Ah! Eu sou paciente!... Eu sou.

O Relato De Um Gigante

(Oi, sou um gigante que morreu há algum tempo.
Meu ferro não serve mais para essa humanidade, por isso vasculhei uma muito próxima...
Oi, sou um flutuante que atuou bem. Nessa galáxia o homem agarra o problema e morre 
Morre como eu morri. Com ferro para contar com fogo.)
 
...
 
O gigante morreu de ferro sobre latas e entulhos
Onde cairam as suas tripas de metal frente ao arqui-inimigo.
Seu olho escorrido sem sal, no espectro do vidro manchado escorrido...

Tracejos (O Ciclo)

Galo-do-alto é um peixe.
Galodastrevas é um candelabro. 
Galo-branco é uma planta! (Uma planta...)
Galinha-gorda é uma brincadeira infantil.
Galo-de-campina é um cardeal! (Um cardeal...)
O que eu quero dizer é que o caldo é só o nosso externo...
O que a nossa personalidade mostra entre um olhar e outro
Vem muito antes de todo o além bonito e fraterno.
Existe ser mais sonhador que o calóbato do circo?!
Nem tudo é o que parece ser. 

Todos Podemos Ser Arte!

Todos podemos ser arte
Se nos tocarem as cordas exatas. 
Todos podemos ser arte
Se nossa escolha não for das baratas.
Todos podemos ser arte
Se nossa vida for injusta e ingrata...
Se nossa vista for fria e pesada!
Se nossa dor for portátil e rezada. 
Todos podemos ser arte
Todos temos as asas e os talentos
Todos podemos ser arte
O legado fica com o tempo!
Se a escalada for alta
Todos podemos ter joelhos 

Aos Noventa!...

Aos noventa eu quis ser alguém!
Aos noventa eu quis viajar! 
Conhecer a ilha... Praticar o bem. 
Aos noventa... Aos noventa quis transar também!...
Repeti o passo e doei o aplauso,
Sou somente uma única ervilha. 
(Aos noventa quis armar guerrilha
E ajustar os laços!...)
 
06 . 08 . 2014

Minha Labareda, Meu Fluxo de Raciocínio!

Minha labareda de fogo!
Meu DNA indiscernível 
Meu fluxo, meu fluxo de raciocínio.
Inexperiente mas acolhedor.
Inexecutável mas observador.
E quando me dirigem uma pergunta
Vou a Marte e volto na segunda...
Minha marola!...
Meu esquema,
Minhas vontades.
Estive tanto tempo na fila 
E ninguém nem mesmo me passou um lustra-móveis. 
Tenho poeira nos cantos da axila
De coisas que quero mostrar e não posso. 

Eficaz

Quando no papel eu não tenho nada pra escrever
Fico quieto. 
No papel eu não escrevo.
O papel que me escreve. 
Pra escrever eu sempre tenho!
Pre escrever o que me descreve.
Não sei mais nenhum outro modo eficaz
É a saída que eu encontrei
É a saída que me libertei
Não sei,
Não sei mais nenhum modo eficaz
De chegar até o seu coração.
 
06 . 08 . 2014

Moça

Moça bonita do olhar aflito,
Ah, rosa abatida no Jardim maldito
Chora. Pode chorar... 
Mas depois, moça, te reconstrói e muda como o luar.
Porque o tempo está passando mais depressa do que os cálculos!...
 
Ahhh...
Moça do coração ferido
Moça que acreditou na mentira com sensibilidade. 
Qual foi mesmo a pior das tuas possessões?
Tu confiou na possibilidade e foi parar no abismo gelado.
Qual foi mesmo a pior das tuas impossibilidades?

A Urna.

Apenas a Índia havia testado aquilo
(A Urna, o instrumento...)
Mas aqui, aqui dentro
Aqui foi onde teve a quebra do sigilo. 
Os mecanismos de controle 
A desculpa nos benesses
A Urna e o balde.
Dezesseis vota mas não é preso 
Cenário no mínimo, questionável.
A Urna...
A fraude
O crime. 
O esmo imutável!   
 
06 . 08 . 2014

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