Abismo
Autor: Alexandra Calado on Monday, 14 July 2014Cambaleio na fortaleza da fraqueza,
Decreto morte na vida,
Recordo-me da Primavera perdida.
Sou a Primavera que tudo menos flor espera.
Sou Verão que tudo menos calor aguarda.
Talvez seja meio Outono despindo a minha alma,
Talvez seja meio Inverno tirando a nódoa deste Inferno.
Centenas de anjos perdidos nunca me poderão amparar,
Nem mil estações unidas.
Pois o abismo é a minha sina.
Perdi a voz e o perdão,
A dor mestre esmaga este coração,
Que um dia ficou perdido naquela constelação.


