quimera

Corpos moribundos arrastam-se por entre as sombras de débeis humanos, raios de sol atravessam cérebros putrificados pelo perecer das eras. O caos havia chegado, campos arrasados, mostravam-se nus e tristes, mas tudo isto é uma quimera e a felicidade manter-se-á eterna.
 

Agosto

Em Agosto
A mosca teimosa que não desgruda
a pele suada recetiva,
o calor e pouca sorte.
Uma osga atarefada na parede de cal
o vento quente
e ainda nem é meia noite.
Os cães que ladram ao pio da coruja
será sorte
 ou anuncio de morte!
O grilo voador passou pela janela
é noite de cante e nem o vejo
é paisagem quente e bela
é de certeza alentejo!

Abismo

Cambaleio na fortaleza da fraqueza,

Decreto morte na vida,

Recordo-me da Primavera perdida.

 

Sou a Primavera que tudo menos flor espera.

Sou Verão que tudo menos calor aguarda.

Talvez seja meio Outono despindo a minha alma,

Talvez seja meio Inverno tirando a nódoa deste Inferno.

Centenas de anjos perdidos nunca me poderão amparar,

Nem mil estações unidas.

Pois o abismo é a minha sina.

 

Perdi a voz e o perdão,

A dor mestre esmaga este coração,

Que um dia ficou perdido naquela constelação.

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