UMA CHANCE DE AMOR
Autor: Enide Santos on Monday, 9 June 2014
Uma chance de me ver em outros braços
sem que seja os meus
Uma chance de que toquem meus cabelos
sem que seja eu
Uma oportunidade de saborear
o gosto exato de amar
Uma chance de me ver em outros braços
sem que seja os meus
Uma chance de que toquem meus cabelos
sem que seja eu
Uma oportunidade de saborear
o gosto exato de amar
No pulso,
O relógio passeia incansável nas horas,
Eis como ondas nos minutos
Em persuasivos tic-tacs de insônia.
O momento varão e bruto espreita fiel
Os moribundos nas sarjetas
Enquanto notas compram almas nas lojas
Enfeitadas de anjos miúdos nas vitrines sensíveis,
Enquanto desejos amam e amam
Confeitos açucaram cérebros frenéticos à compra à cata... contra peito.
Viajantes de passagem com pouco tempo para bolinar com estadia,
O sexo com mulheres à venda,
Prostitutas de vinténs.
O QUE DIZEM OS OLHOS?...
Os olhos são espelho da alma.
Mostram o que está oculto,
Revelam o que ela sente !
Sem viço,
É o olhar de quem está triste.
Sem brilho,
É o olhar de quem está só .
Há-de parecer esse espelho,
O que os outros nos meus vêem !
Mas não !...
Não está de todo perdido
O brilho do meu olhar !
P' ra meu alento,
Vejo ainda alguma réstea
Que persiste ...que resiste
E teima em não se apagar !
COMO FOI CARA A LIBERDADE !
Nasceu a aurora , como de costume.
A lua, essa fugiu apavorada
Pressentindo agonia...o queixume
E areia de sangue moço... regada.
Saltavam de barcaças, rumo à dor
Belos jovens...sãos... Na flor da idade !
Abrasava-lhes o peito com ardor
E o medo estalava, sem piedade !
Ideais de liberdade inflamavam !
O medo, s' alternava com coragem !
Seus valorosos corpos avançavam.
SONHOS DE POETAS
Domina-me com o teu corpo os meus anseios
Saboreia-me por inteiro nos meus receios
Tudo é bom, tudo é raso, com ideias incríveis
Escrevendo liberto-me d'algemas invisíveis
Carlos Bradshaw Alves
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Escrevendo, libertas ideias, encontras liberdade.
Os teus receios são silêncios omnipresentes,
Que à vida te prendem com invisíveis correntes
Os poetas perseguem os sonho e a eternidade,
DUETO: João Murty/Joana Aguilar
SAGRES
Nesta terra diferente de mar profundo, onde os mitos outrora foram vencidos.
Declamo este poema, a este povo coberto pelo rumor e pelo sal do seu mar.
Circundado por escarpas e ventos fortes, que sopram em todos os sentidos.
Sigo na saga de rumos desconhecidos, inspirado na magia intemporal deste ar.
Sento-me à mesa
E tu estrelas o ovo enquanto eu encho o copo com água
Não me rebentes o ovo!
E contas coisas que te preocupam
Como os Homens que são maus
(Eu sou Homem – falas tu de mim?
Ou falas numa generalização hipotética? –
Tu bem sabes que há Homens que não são assim!)
Tem-me atenção ao ovo!
Abano a cabeça que sim
Porque contradizer a tua ideia é chamar-te à atenção
É dizer que estás errada, que não é assim como dizes
(E isso não se diz a uma Mãe!)