FÓSSEIS DE SONHOS

O eco que ouço da minha dor,

(re) bate nas paredes deste infindo vazio,

E por vezes deixa-me insana.

 

Prostro-me imóvel e ciente de;

Não pode tocar,

Não pode realizar,

E nem ao menos sonhar.

 

São fósseis dos grandes sonhos,

Caminhos do qual,

(in) voluntariamente desviei-me.

 

Posso sentir-me desaparecendo aos poucos

Presa em cada devaneio desfeito

Sequelas adornam minha alma

E tento regurgitar-me de mim.

 

agora

AGORA
no meu refúgio tranquilo
sou um homem solitário
AGORA
o meu sonho desapareceu
mas, permaneço iludido
AGORA
nesta velha cabana
alimento a ideia de...
AGORA
permaneço aqui
tão só quanto a lua
AGORA
sob a areia da triste praia
olho o mar
AGORA
já sem esperança
só me resta morrer
AGORA
meu amigo
é O FIM.

Manhãs velozes futuros perdidos

Tu queres o limite obeso da vontade

E da excitação?

Terás da prova o regalo.

Digo-te!

Preparas vossa alma

Para adentrar o maior dos mais profundos buracos

A escuridão maior da não evasiva perdida treva.

 

Bem que assim o fiz

Que assim te digo,

O vulto poeta no exceder de todos jubilosos verões

Veraneios “charmosos” de todas as estações que palpitam

Quentes às severas hóstias de veneno,

Com risadas a valer por tudo.

Bem havia nisso o escárnio indecente

Ontem senti falta de vossa mercê

Ontem senti falta de vossa mercê

Ontem senti falta de vossa mercê...

Quanto no ínfimo átimo de um pensamento, lembrei...

Tudo voltara como num ocaso incontestável... Senti falta deveras!

Decerto já se passaram muitos meses, quiçá até um ano, mas, de presto tudo voltara, voltou quando eu em um lugar caminhava e recordava...

Sim recordei às conversas, os telefonemas após um dia intenso de labor, lembrei tua voz...

Não chorei deveras, fui forte eu sei, posto que fora tudo uma breve ilusão, famigerada paixão, mas recordei vossa mercê...

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