Contemplação realista
Autor: Ícaro Marques E... on Thursday, 3 October 2013Poesia não existe
só pra falar de amor.
É também
uma forma sutil
e bela
de dizer
verdades.
Meme de François de La Rochefoucauld - O verdadeiro Amor
Autor: François de La ... on Thursday, 3 October 2013Quando vens amor?
Autor: Gila Moreira on Thursday, 3 October 2013Quando vens amor?
Aconchega-te no coração do Inverno,
sente a vibração das rochas que bramem como leoas dentro de mim,
sente o uivar do silêncio em terras desertas.
São paixões,
são carícias de vento em teu rosto que percorrem distâncias indefinidas.
Quando vens amor?
Espero-te em mim dentro da saudade,
penso-te,
soletro o Sol em longas esperas,
imagino-te em reflexo de mim.
Quando vens amor?
Caminho com sofreguidão em caminho íngreme,
Vitorioso
Autor: Kira on Thursday, 3 October 2013Número
Autor: Kira on Thursday, 3 October 2013Anjo
Autor: Kira on Thursday, 3 October 2013Amor maduro
Autor: Gila Moreira on Thursday, 3 October 2013Amor maduro
Oh dominante das nascentes,
dos textos ardentes,
dos sopros de arrepios que quebram a respiração,
das ondulações perpétuas,
saudade das paixões em idade fresca.
Amor maduro,
corpo de sílabas que transforma o espírito na partitura,
o ritmo do coração na música
e o Amor na voz dos Anjos.
Amor maduro,
fruto semeado em campo verde,
luz do luar,
alegria,
brisa da vida,
flor – rosa de espinhos macios,
árvore,
contradição do mar,
Palavras do Poeta
Autor: Adriano Alcantra on Thursday, 3 October 2013Foi naquela uma hora de dia qualquer
Que a poesia foi incapaz de perdoar tal palavra.
Seus soluços voavam como pluma
Enquanto a pele chorava triste,
Sem coragem
Como mar em ressaca nas areias nubladas...
Deveria ousar o sofrido
Deveria assoprar mais o fino gemido,
Mas poemas assim gritam em fúria tanta,
Com ódio e assassinos...
Ouviu-se o lamento tangível da frase,
Outra prece veio
De nada adiantou.
Pau de canela
Autor: Gila Moreira on Thursday, 3 October 2013Pau de canela
Sou a canela que envolve o pau colhido em deserto alheio,
sou o cheiro que invade o teu café,
sorve-me por inteira em dois lábios,
mexe-me com dedos de pétalas,
eleva-me ao infinito manto de pele vermelho paixão,
queima as minhas entranhas com o pau de canela acalorado.
Somos a chávena única transbordante em tempo presente e perfeito.
Espero-te em segredo no tempo,
no amanhecer em pele nua,
na mesa,
na cama,
