MARINHA
Autor: Rimbaud on Saturday, 19 January 2013
As carroças de cobre e prata —
As proas de prata e aço —
Espalmam espumas, —
Esgarçam maços de sarças.
As correntezas da roça,
E os sulcos imensos do refluxo,
As carroças de cobre e prata —
As proas de prata e aço —
Espalmam espumas, —
Esgarçam maços de sarças.
As correntezas da roça,
E os sulcos imensos do refluxo,
Boa noite, boa noite! A despedida é uma doce e dorida tristeza, que eu vou dizer boa noite até que seja amanhã.
Queria poder entender
certas coisas da vida
e do Universo
ainda que longe de conhecer
a totalidade das perguntas
sem resposta que regem
o todo
queria ter pelo menos
uns porquês
que fossem suficientes
para acalmar
meu inquieto coração
Perguntas sem fim
me levam para um mar
em que percebo
depois de muito me debater
que não sei nadar
Queria somente
uma resposta
talvez
por que
naquele dia
aconteceu
Lidar com pessoas, é como atravessar uma grande floresta...Você deverá ter sempre o máximo de cuidado, principalmente se não conhecer bem o caminho e o fizer no "escuro"... Encontrará pequenos e grandes insectos...Animais curiosos e famintos, outros indolentes e desinteressados...Haverá muitos buracos e pedras no seu caminho. Avistará grandes árvores, que poderão lhe parecer enormes e sombrias. Quase ameaçadoras...Alguns sons serão familiares, outros estranhos e inquietantes...Poderá sentir um grande cansaço, o que o tornará vulnerável e ofegante.
Bebeu um porto.
Meu amor bebeu,
Bebeu com gula o dia e o breu
Em talhas de bronze o vinho morto.
Quantas velas levadas pelo mar!
Porém, do lado de lá só imensidão...
Inundando meus passos perdidos por entre as águas agitadas da solidão,
E o pesadelo nada de acabar.
Bebo mais um gole diante desse olhar eclipsado.
Duas taças não são suficientes,
Talvez compulsivo, eu ainda esteja alucinado.
De repente... Um cometa solitário risca o céu.
Seu clarão previamente iluminam meus olhos de chuva...