FESTA DE INVERNO

A cascata canta atrás das barracas da ópera-cômica. Girândolas se prolongam, nos quintais e nas aléias vizinhas ao Meandro, — os verdes e rubros do crepúsculo. Ninfas de Horácio com perucas do Primeiro Império, — Cirandas Siberianas, Chinesas de Boucher.

Poema alegre

 

 

Pim! Pam! Pum!

Atravessando um charco! Saltando de Pedra em Pedra!

Cuidado que é escorregadia e que dói mais a Pedra que a Agua que se quer evitar !

Quantas mais vezes caí eu nos apoios que me deram que nos obstáculos que ultrapassei!

 

Pim !Pam! Pum!

Vivia pensava eu que estava vivo!

Que vida surreal

Que vida surreal…
Estas constantes paragens no tempo,
Entre sonhos ardentes e o que é real,
Mas afinal, o que é real?

Será o que vivo no dia a dia
Ou o que vivo para além da vida,
Num estado profundo de ausência,
Onde a mente divaga perdida

Num tempo e espaço que já existiu
Ou existe, só que noutra dimensão,
Onde vivo em pleno o que de mim fluiu,
Mas aqui, o que brotou foi a solidão

Como posso fugir de ti!

A vida não passa de um sonho
Em que todos nós vivemos
Quando deixamos de sonhar
É porque a vida perdemos

Por onde passas tudo pára
O que tu olhas ninguém vê
O que para trás ficara
Só tu sabes o quê e o porquê

Não sei o que fazer
Não sei se faço ou não,
Mas assim não posso viver
É o que diz meu coração

Amor que faz sofrer
É amor com paixão
Saber que não te vou ter
Destrói meu coração

A mesa e uma lágrima

Hoje é domingo.

Quanta gente pelas ruas!

É tanta alegria que não dá pra contar...

Até os carros brincam nas esquinas!

E eu aqui querendo dessa magnifica essência me contagiar.

 

A noite engatinha...

Boceja de sono.

Ninguém na mesa sentou.

Nem encontro, nem beijos.

De novo uma lágrima vulcânica me nocauteou.

 

 O céu pesaroso não furtou sua luz.

 E de esperança me falou

Mas, ao amanhecer...

A luz da incerteza outra vez me transpassou.

 

Tanto luxo pra quê?

A maior expressão de amor

Jesus veio ao mundo como um simples Galileu.

Seus amigos eram os pobres,

Os pecadores

 Uma pequena classe de judeus.

O mundo antigo não deu valor algum àquele que asseverava ser filho legítimo do Deus dos seus antepassados

E Alves de lhe tratarem com honras...

Externarem-lhe respeito

Tinham-lhe como um impostor, que comungava com os marginalizados.

Mas, a cada dia ele surpreendia.

Era tido no meio dos doutores

Também dos sábios mais importantes de sua época,

*OS BRILHANTES*

Não ha mulher mais pallida e mais fria,
E o seu olhar azul vago e sereno
Faz como o effeito d'um luar ameno
Na sua tez que é morbida e macia.

Como _Levana_... esta mulher sombria
Traz a Morte cruel ao seu aceno,
O Suicidio e a Dôr!... Lembra do Rheno
Um conto, á luz crepuscular do dia.

Por isso eu nunca invejo os seus amantes!
--E em quanto hontem, gabavam seus brilhantes,
No theatro, com vistas fascinadas...

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