O curso do verdadeiro amor...
Autor: Shakespeare on Wednesday, 16 January 2013O curso do verdadeiro amor nunca foi suave.
O curso do verdadeiro amor nunca foi suave.
Meus olhos alargam os céus sobre a terra,
Num além distante, sobre as coisas que vejo;
Pedindo aos Homens, travões sobre a guerra
Pela grandiosidade do amor, qual assim desejo.
No teu corpo meu colorido
É muito mais vibrante
Em teu suor minhas cores
Se acentuam em matizes
Que florescem do âmbar
Num sinestésico ardor almiscarado.
Sou um mosaico de porcelana bizantina
Um enigma dos hieróglifos egípcios
Mas quando em teus braços decifrado
Sou aas cores de Klimt endeusado
Tua Sagração da Primavera.
a Ângelo Gabriel
Filho que pai
Sem parte inteiro
E fica de mãe abanando
O leite chorado das mãos.
Pipoca de dor a saudade
Que lambe o meu carrossel
E brinca de longe pertinho
De cabra-cega no escuro
De ´tô-no-poço´ sem fim
Num quebra-cabeça de sonho
Que corre o tempo ligeiro
E esconde-esconde de mim.
Eu não sei, ó meu bem, cheio de graças!
Se tu amas no Outomno--já sem rosas!--
A longa e lenta chuva nas vidraças,
E as noutes glaciaes e pluviosas!
N'essas noutes sem luz, que--visionarios--
Temos chymeras misticas, celestes,
E scismamos nos pobres solitarios
Que tiritam debaixo dos cyprestes!
Que evocamos os liricos passados,
As chymeras, e as horas infelizes,
Os velhos casos tristes olvidados,--
E os mortos corações sob as raizes!
Quando a erva crescer em cima da minha sepultura,
Seja este o sinal para me esquecerem de todo.
A Natureza nunca se recorda, e por isso é bela.
Primeiro prenúncio de trovoada de depois de amanhã.
As primeiras nuvens, brancas, pairam baixas no céu mortiço,
Da trovoada de depois de amanhã?
A felicidade não está na felicidade em si, mas na realização da mesma.