Cacida da Mulher Estendida
Autor: Federico García... on Wednesday, 16 January 2013Despida ver-te é recordar a terra.
A Relação espiritual é muito mais preciosa do que a física
Autor: Gandhi on Wednesday, 16 January 2013A Relação espiritual é muito mais preciosa do que a física. A Relação física divorciada da espiritual é o corpo sem alma.
MÍSTICA
Autor: Rimbaud on Wednesday, 16 January 2013
No declive da escarpa anjos giram suas togas de lã sobre relvas de aço e esmeralda.
Prados de chamas saltam até as mamas dos montes. À esquerda, o humo dos sulcos é pisado por todos os homicidas e todas as batalhas, e todos os ruídos do desastre traçam sua curva. Atrás do sulco à direita, a linha dos orientes, dos progressos.
O curso do verdadeiro amor...
Autor: Shakespeare on Wednesday, 16 January 2013O curso do verdadeiro amor nunca foi suave.
António José Serra Duarte
Autor: António José Se... on Wednesday, 16 January 2013Meus olhos alargam os céus sobre a terra,
Num além distante, sobre as coisas que vejo;
Pedindo aos Homens, travões sobre a guerra
Pela grandiosidade do amor, qual assim desejo.
SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA
Autor: Marco Antonio C... on Wednesday, 16 January 2013No teu corpo meu colorido
É muito mais vibrante
Em teu suor minhas cores
Se acentuam em matizes
Que florescem do âmbar
Num sinestésico ardor almiscarado.
Sou um mosaico de porcelana bizantina
Um enigma dos hieróglifos egípcios
Mas quando em teus braços decifrado
Sou aas cores de Klimt endeusado
Tua Sagração da Primavera.
LÚDICO
Autor: Eron Villar on Wednesday, 16 January 2013
a Ângelo Gabriel
Filho que pai
Sem parte inteiro
E fica de mãe abanando
O leite chorado das mãos.
Pipoca de dor a saudade
Que lambe o meu carrossel
E brinca de longe pertinho
De cabra-cega no escuro
De ´tô-no-poço´ sem fim
Num quebra-cabeça de sonho
Que corre o tempo ligeiro
E esconde-esconde de mim.
*NOUTES DE CHUVA*
Autor: Gomes Leal on Wednesday, 16 January 2013Eu não sei, ó meu bem, cheio de graças!
Se tu amas no Outomno--já sem rosas!--
A longa e lenta chuva nas vidraças,
E as noutes glaciaes e pluviosas!
N'essas noutes sem luz, que--visionarios--
Temos chymeras misticas, celestes,
E scismamos nos pobres solitarios
Que tiritam debaixo dos cyprestes!
Que evocamos os liricos passados,
As chymeras, e as horas infelizes,
Os velhos casos tristes olvidados,--
E os mortos corações sob as raizes!
Quando a erva crescer em cima da minha sepultura
Autor: Alberto Caeiro on Wednesday, 16 January 2013
Quando a erva crescer em cima da minha sepultura,
Seja este o sinal para me esquecerem de todo.
A Natureza nunca se recorda, e por isso é bela.